Cultura

Zeca Pagodinho em Bauru

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

Daqui a pouco mais de um mês o público de Bauru e região poderá conferir o novo show de Zeca Pagodinho no Recinto Mello Moraes. Ele se apresenta na cidade no dia 20 de agosto, às 22h.

O sambista mostra o show da turnê de seu mais recente disco, “À Vera” (2005), com o qual já passou por Londres (Inglaterra), Milão (Itália), Montreux (Suíça) e Stuttgart (Alemanha). Hoje, ele toca em Porto (Portugal) e, na terça-feira, em Lisboa (Portugal).

No repertório do 17.º álbum da carreira do artista, há três músicas assinadas por Zeca - em parceria com Dudu Nobre, Nei Lopes e Jorge Aragão - e também sambas de Dona Ivone Lara e Luiz Carlos da Vila, Almir Guineto e Capri e Nelson Rufino, entre outros.

Uma grande estrutura será preparada para o show. Os equipamentos de som somam mais de 250 mil watts de potência. O evento terá mais de 300 seguranças, inclusive no estacionamento - que oferece seguro para os veículos.

Haverá banheiros químicos instalados no Recinto Mello Moraes e área destinada a portadores de deficiências físicas.

O evento é uma realização do Frango Itabom e da Primo Fiat, com apoio da Brahma, Bebidas Fernandes, Flag Petróleo, GeraArte, JS Painéis, Comissaria Bauru, Infoclick Computadores, Disbauto, Stop Restaurante, Estivanelli, Usina Comunicação, 96 FM e Jornal da Cidade.

Carreira

Nascido no bairro de Irajá, no subúrbio do Rio de Janeiro, em 1959, Zeca Pagodinho desde cedo tomou gosto pela vida noturna e pelo samba, que o afastaram das salas de aula. Depois, da quarta-série, deixou a escola. Trabalhou como feirante, camelô, office-boy, contínuo e até anotador de jogo do bicho.

No final dos anos 70, começou a escrever sambas. “Amargura”, em parceria com o flautista Cláudio Camunguelo, foi sua primeira música gravada. Entrou no repertório do segundo disco do grupo Fundo de Quintal.

Mais tarde, Beth Carvalho gravou “Camarão que Dorme a Onda Leva”, composição dele com Arlindo e Beto Sem Braço. Ele ainda foi convidado para gravar a música com a sambista, que depois imortalizou com sua voz outras músicas de Zeca.

O carioca de Irajá gravou seu primeiro LP, “Raça Brasileira”, com Jovelina Pérola-Negra, Pedrinho da Flor, Elaine Machado e Mauro Diniz. O disco vendeu 100 mil cópias e o quinteto fez turnê pelo País.

A carreira solo de Zeca Pagodinho foi lançada em 1986. Ele emplacou uma série de sucessos que faz parte do repertório do cantor até hoje, como “Coração em Desalinho”, “Quando Eu Contar (IáIá)”, “Judia de Mim” e “Brincadeira tem Hora”.

A partir daí, mesmo indisciplinado - chegou a dar canos em shows e ficou conhecido como segundo Tim Maia - foram diversos discos gravados.

Aos poucos, o respeito que tinha entre os sambistas se estendeu também a apreciadores de outros estilos musicais. Em 2002, seu refrão “Deixa a vida me levar / Vida leva eu / Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu” inspirou a conquista da Copa do Mundo 2002, na boca dos jogadores Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo.

Nesse período, Zeca se apresentou na Europa, África e América do Norte. Em 2003, lançou o “Acústico MTV Zeca Pagodinho” em CD e DVD, acompanhado por orquestra. Hoje, aos 46 anos, leva seu último trabalho, “À Vera”, aos quatro cantos do País e do mundo.

• Serviço

Zeca Pagodinho no dia 20 de agosto, no Recinto Mello Moraes, em Bauru. Ingressos a R$ 10,00 (pista) e R$ 40,00 (VIP). Camarotes esgotados. Outras informações pelo telefone (14) 3019-9780 ou pelo site www.zecapagodinhoembauru.com.br.

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