Cultura

Vizinhos perdem o sono e buscam acordo com estabelecimentos

Diego Molina
| Tempo de leitura: 1 min

Com a chegada do final de semana, uma aposentada moradora do Altos da Cidade já sabe o que a aguarda nas madrugadas de sábado e domingo: muito barulho e pouco sono. Ela mora a cerca de 50 metros de um bar e preferiu não ser identificada nessa matéria para não ter problemas com o proprietário do estabelecimento. “Já brigamos muito e estamos tentando um acordo. Não quero colocar tudo a perder”, justifica.

Segundo a aposentada, em dias mais animados, a música do estabelecimento que invade as casas do quarteirão se estendia até 5h. “Tínhamos de chamar a polícia porque não tinha quem conseguisse dormir. Agora, o proprietário não chama mais bandas, só coloca músicos mais calmos. Sei que eles estão trabalhando, mas não podem acordar o bairro todo. Atualmente a situação está controlada”, confirma.

O aposentado Ignacio Athayde Tepedino ainda trava uma verdadeira batalha com uma casa noturna instalada próxima a sua casa, na quadra 21 da rua Rio Branco. Morador do local há aproximadamente 50 anos, ele diz nunca ter tido problemas com o ruído da rua e o movimento constante nas madrugadas. “Temos outros bares e lanchonetes aqui perto e nunca perdemos noite de sono. Mas com essa casa a situação fica impossível; é muito barulho, uma coisa absurda”, frisa.

Com boletins de ocorrência por perturbação de sossego e documentos que comprovam pedidos de fiscalização, Tepedino destaca que o nível de ruído que sai do estabelecimento, medido dentro de seu aposento, ultrapassa os 60 decibéis permitidos. “Já tentamos conversar mas não tem acordo. Penso até em vender a casa por esse problema. Não tenho nada contra quem trabalha à noite, mas gostaria de ter respeito na minha própria casa”, finaliza.

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