Saúde

Bauru não oferece cirurgia via SUS

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 3 min

Dezessete instituições estão credenciadas atualmente no Estado para realizar a cirurgia para redução do estômago via Sistema Único de Saúde (SUS). Sete estão na Capital, incluindo o Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Em Bauru, o procedimento só é realizado por convênio ou de forma particular. As instituições mais próximas ao município que realizam a cirurgia gratuitamente estão localizadas em Piracicaba e Araçatuba. As filas de espera são longas. Segundo Marlene Monteiro da Silva, o tempo médio de espera no HC da USP, que realiza em média dez operações por mês, é de cerca de cinco anos.

Até maio deste ano, 123 cirurgias já foram realizadas no Estado pelo SUS, segundo dados da assessoria de imprensa do Ministério da Saúde. No ano passado, foram 400. O valor médio do procedimento é de R$ 3,9 mil, de acordo com o órgão.

A cirurgia é realizada pelo SUS desde 1998. Atualmente, o procedimento oferecido é a Fobe-Capella.

Recentemente, o Ministério da Saúde publicou uma nova portaria que regula os critérios da cirurgia bariátrica. Entretanto, com a saída do então ministro Humberto Costa, a portaria foi suspensa temporariamente para análise do novo titular da pasta, Saraiva Felipe. A portaria estabelece três novos tipos de cirurgia, que se adequam à especificidade de cada caso, além da tradicional banda gástrica ajustável: a gastroplastia vertical com banda; a gastroplastia com derivação intestinal; e a gasteroctomia com ou sem desvio duodenal. Além dos novos procedimentos pagos pelo SUS, a portaria também garante ao paciente um tratamento mais humanizado e multidisciplinar. Segundo a regulamentação, psicólogos, nutricionistas e até cirurgiões plásticos, no caso de cirurgias reparadoras, podem ser pagos pelo SUS para efetuar o tratamento.

Em todo o País, em 2003, foram realizadas 1.813 cirurgias bariátricas pelo SUS. Em 2004 o número chegou a 2.014 e até abril de 2005 foram realizados quase mil procedimentos. Existem hoje 52 centros credenciados para realizar a cirurgia pelo SUS em todo o País.

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A doença

• A obesidade é o acúmulo excessivo de gordura no corpo. Ela ocorre basicamente quando a quantidade de energia ingerida é maior do que o gasto energético;

• Doenças como a obesidade se associam a fatores como a má alimentação, falta de atividade física e o tabagismo e são responsáveis por 33 milhões de mortes prematuras no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS);

• Sobrepeso e obesidade representam um forte fator de risco para distúrbios respiratórios, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares;

• A última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada entre os anos de 2002 e 2003, pelo IBGE e Ministério da Saúde revelou que 11% da população adulta é obesa, o que representa 10,5 milhões de pessoas;

• Para evitar a obesidade e outras doenças, recomenda-se a ingestão de alimentos como frutas, legumes e verduras - fontes ricas em vitaminas, fibras e sais minerais. Esses alimentos são considerados protetores para a saúde e evitam o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis;

• A prática de atividades físicas é outro hábito saudável. Educadores físicos recomendam 30 minutos diários de exercícios para evitar a obesidade e outras doenças.

Fonte: Ministério da Saúde

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