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Governo realizador


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Os indicadores econômicos ilustram bem, hoje, o sucesso de um governo realizador - reconhecido assim dentro e fora do país. O superávit comercial de 2005, até o último dia 17, somou US$ 22,369 bilhões e subiu 34% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 16,681 bilhões), segundo destaque no noticiário.

Temos agora a Petrobras incluída na carteira de ações criada pela revista Fortune, denominada “Fortune 40”, como uma das companhias cujas ações têm atualmente o maior potencial de valorização no longo prazo. Acompanha companhias como Matsushita Electronics, Total, Unilever e Vodafone.

O emprego na nossa indústria, estável em maio com relação a abril, cresceu 2% contra maio de 2004, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na taxa anual observou-se a 15ª consecutiva leitura positiva do índice. Os setores que têm se destacado como principais empregadores são os voltados para o mercado externo (agroindústria) e para a produção de bens de consumo duráveis (indústria automobilística).

Também estão em evidência os resultados das micro e pequenas empresas paulistas com a criação de 293 mil novos postos de trabalho na comparação de maio de 2005 e maio de 2004, uma alta de 6,3%. Este é o 11º mês consecutivo de alta na taxa de pessoal ocupado nesses segmentos. Estes são dados do Sebrae-SP – Pesquisa de Conjuntura, estudo da entidade que mede mensalmente os índices de faturamento real, pessoal ocupado e gastos com salários.

Os dados são eloqüentes e mostram um fino trabalho, competência e a qualidade do governo Lula, que, de outro lado, tem apresentado à sociedade brasileira mais um bom desempenho na aplicação dos recursos.

Já no balanço de 2004 das ações do governo federal vimos que 53% do total das famílias pobres do país estava recebendo R$ 6 bilhões pelo programa Bolsa Família – unificação dos programas de transferência de renda do governo federal: Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Cartão Alimentação e Auxílio Gás. Após a unificação desses programas, o valor médio do benefício das famílias praticamente triplicou.

Nos dois primeiros anos de governo Lula, também tivemos 80,6% mais investimentos em Programa de Saúde da Família (PSF) do que nos dois últimos anos do final da era FHC. Foi possível incluir 22 milhões de brasileiros em serviços de prevenção e tratamento médico.

Para dar mais acesso ao ensino superior, o governo criou o ProUni (Programa Universidade para Todos), com meta para 2005 de oferecer 118 mil bolsas de estudos em universidades privadas para estudantes carentes.

Poderia continuar citando diversos exemplos. Mas fundamental é destacar que em apenas dois anos e meio, temos um Brasil muito melhor e menos injusto. Nenhuma crise foi maior que a disposição de trabalho do presidente Lula nem mesmo afetou a confiança do brasileiro e de todos aqueles que do exterior enxergam a partir dos resultados do seu governo essa transformação do país.

Das ruas, das instituições sólidas, da sociedade, temos uma clara resposta para o enfrentamento da crise: seguir em frente para continuar crescendo, gerando emprego e renda. É preciso apurar as denúncias sérias que afetam o Congresso e os partidos políticos, inclusive o PT, mas a estabilidade do governo Lula não está nem deve ser colocada em jogo.

A autora, Marta Suplicy, é vice-presidente nacional do PT e ex-prefeita de São Paulo

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