A comissão de auditoria que investiga a folha de pagamento da Prefeitura Municipal de Bauru encontrou provas de que um servidor está retirando o vale-compras de um funcionário que morreu há mais de 12 meses. Segundo a assessoria de imprensa da administração municipal, o prefeito Tuga Angerami (PDT) determinou o registro de boletim de ocorrência (BO) no 3º Distrito Policial (DP).
Por mês, a prefeitura concede a cada servidor três vale-compras no valor de R$ 44,00 cada um. Durante a investigação, a comissão descobriu que os vencimentos do servidor que morreu, que o JC apurou ser Osvaldo Antônio Domingues, também estão sendo creditados de forma irregular. O grupo de trabalho está apurando, agora, se os dois crimes são de responsabilidade da mesma pessoa.
O delegado Ismael Cavalieri, do 3. DP, que registrou o boletim de ocorrência, explica que será instaurado inquérito para apurar a comunicação feita pela prefeitura. “Vamos investigar e ouvir a família do servidor falecido e outros possíveis envolvidos”, explica.
Além de apurar quem estava retirando o vale-compra, a polícia tentará descobrir como a operação vinha sendo realizada. O benefício é entregue ao servidor na secretaria onde ele está lotado e mediante sua assinatura.
Por enquanto, a polícia trabalha com a apuração do fato. “A tipificação, se houve mesmo crime, se ocorreu estelionato ou peculato, será posterior à investigação”, ressalta. O prazo para conclusão do inquérito é de 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias.
Diante do fato, Tuga também determinou que o presidente da comissão de auditoria, Álvaro Carvalho Munhoz, deverá acumular interinamente a responsabilidade pela diretoria do Departamento de Administração de Pessoal, setor vinculado à Secretaria Municipal da Administração, que é responsável pela folha de pagamento dos servidores municipais.
A comissão foi formada para investigar o pagamento em duplicidade a pelo menos uma servidora aposentada e possíveis irregularidades em incorporações salariais. A equipe está analisando o setor de recursos humanos da prefeitura e da Fundação de Previdência (Funprev). O objetivo é vasculhar a situação dos servidores ativos, inativos ou pensionistas.
Além de Munhoz, o grupo conta ainda com Denise Baptista de Oliveira, representante da Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos, Eros Blattner Júnior, da Secretaria Municipal de Economia e Finanças, Viviane da Silva Rodrigues Thióphilo, da Funprev, Cristiano Ricardo Zamboni, da Comissão de Informatização, e Maria Dalva Freire, também da Funprev.