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Mutirão para DNA lota Hospital Estadual

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Centenas de famíliasde Bauru e região - exatas 571 estavam cadastradas - compareceram ontem ao Hospital Estadual (HE) Arnaldo Prado Curvêllo, das 8h às 17h, para participar da coleta de sangue para exames de DNA visando a investigação de paternidade. O mutirão gratuito organizado pela Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania e desenvolvido através do Instituto de Medicina Social e de Criminologia (Imesc), órgão vinculado à pasta.

Segundo o coordenador do laboratório de análises clínicas do Hospital Estadual, o médico João Guilherme de Almeida Prado Franceschi, o mutirão, além da possibilidade de fornecer o teste gratuitamente às famílias, trouxe outras vantagens. “Proporcionar comodidade às pessoas, que não precisaram deslocar-se até São Paulo para realizar os exames, e agilizar os laudos. Isso porque, há um ano, o Imesc demorava até dois anos para emitir os laudos conclusivos, mas com as novas técnicas de coleta utilizadas, semelhantes ao exame do pezinho efetuadas nos recém-nascidos, esse tempo reduziu-se para um período entre seis meses e nove meses”, enfatizou. E acrescentou: “O mutirão também é uma forma de desafogar o sistema de coleta de sangue para exames de DNA que estavam represados.”

Franceschi frisou, ainda, que até o final do ano Bauru poderá ter um sistema de coleta permanente para DNA. “Dessa forma, pretendemos atender a demanda municipal por esse tipo de exame, que atualmente gira em torno de 50 processos mensais”, informou o médico.

E as famílias atendidas durante o evento também fizeram questão de elogiar a iniciativa. Uma delas, que preferiu não se identificar, ressaltou que a principal vantagem do mutirão foi a gratuidade do exame, que custa, em média, entre R$ 500,00 e R$ 1.500,00. “Estávamos há mais de um ano aguardando para resolvermos nossa situação, pois não temos condições financeiras”, disse a mulher do casal.

Outros que aguardavam com ansiedade sua vez para fazer a coleta foi um casal residente em Jaú, que também preferiu não se identificar. “Vale a pena a gente gastar um pouco para se deslocar até o hospital do que desembolsar dinheiro que não temos para o exame”, analisou outra mulher.

Agilidade

Com o mutirão em Bauru, a Secretaria de Justiça, responsável pelo material utilizado e pelo transporte das amostras, dá continuidade ao processo de descentralização da coleta de sangue para exames a fim de agilizar a obtenção dos laudos, que hoje sai em nove meses.

Os mutirões começaram em março, em Campinas, e já atenderam 3.570 famílias em todo Estado. No mês de agosto, serão feitos nas regiões de Araçatuba e Araraquara e, posteriormente, nas regiões de São José do Rio Preto e Presidente Prudente.

Já o Imesc é um dos maiores centros de investigação de paternidade do mundo. Seu Núcleo de Perícias Laboratoriais tem capacidade para fornecer 4,5 mil laudos mensalmente e, atualmente, atende cerca de 2 mil famílias ao mês. O instituto também tem por atribuição realizar exames de personalidade e de capacidade profissional, perícias de investigação maternidade e espólio por vínculo genético, bem como elaborar os laudos de perícias requisitadas pelas autoridades competentes.

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