A 40ª edição da festa de São Cristóvão de Bauru, realizada anualmente para homenagear o dia do padroeiro dos motoristas, reuniu ontem cerca de 1.000 veículos, segundo estimativa da Polícia Militar. A carreata foi atração por onde passou, chamando a atenção em razão do barulho das buzinas, dos fogos de artíficio e, principalmente, pela fila de mais de cinco quilômetros de extensão.
O caminhoneiro Luiz Aparecido de Souza desempenha a atividade há cerca de 20 anos, mas antes disso já participava da festa. “Eu herdei a profissão do meu pai. Desde que eu era criança, ele me trazia para acompanhar a benção do caminhão. É um dia muito especial para mim”, relata.
A esposa de Luiz, Elizabeth de Souza, conta que aproveita a data para homenagear o santo e orar pelo marido. “Ele passa muito tempo na estrada e eu acabei me tornando devota de São Cristóvão. A vida de caminhoeiro não é fácil e é importante pedir proteção”, comenta.
Já o empresário Paulo Milani acompanha a festa há 15 anos. “Para mim, se tornou uma tradição e eu faço questão de vir sempre. A benção de São Cristóvão é muito bem-vinda”, destaca.
Logo no início da manhã, os participantes da carreata começaram a se reunir em frente ao Sindicato das Empresas de Transportes e Cargas de Bauru e Região (Sindbru), na quadra 40 da avenida Nações Unidas. O comboio formado por caminhões, ônibus, carros e motos seguiu em direção ao Centro e, depois, se deslocou até a Paróquia de São Cristóvão, na quadra 15 da avenida Nossa Senhora de Fátima, no Jardim América.
O veículo mais festejado foi o que transportou a imagem de São Cristóvão. Ao final da carreata, ela foi conduzida para o interior da paróquia, onde os participantes puderam acompanhar a missa em louvor ao santo. Após o almoço, houve a benção dos veículos. A festa prossegue hoje, às 19h30, com nova celebração em homenagem ao padroeiro e o encerramento das atividades.
Em grego, São Cristóvão significa “condutor de Cristo”. Quando Jesus ainda era criança, teria sido carregado nas costas pelo santo para que pudesse atravessar um rio. A história se tornou conhecida entre os peregrinos e, mais tarde, fez com que ele se tornasse o protetor dos motoristas.