Bariri - A prefeitura de Bariri (56 quilômetros a nordeste de Bauru) está concluindo o processo de desapropriação de duas áreas particulares do município para abrigar as lagoas onde será feito parte do tratamento de esgoto da cidade. Se conseguir obter a verba necessária para realizar todo o processo, a expectativa é de que, daqui a oito meses, a cidade tenha 100% do esgoto tratado.
A informação é do diretor administrativo da prefeitura, João Alberto Rodrigues Neto. De acordo com ele, a área, de aproximadamente oito alqueires, fica às margens do Córrego do Mineiro. “É um local que fica a cerca de dois mil metros do encontro do córrego com o rio Tietê”, frisa.
Rodrigues Neto, que foi diretor superintendente do Serviço de Água e Esgoto do Município de Bariri (Saemba) durante quatro anos, explica que já foram implantados aproximadamente 2,7 mil metros de interceptores (sistema de captação dos lançamentos de esgotos, que impede que os dejetos sejam jogados diretamente no rio).
O projeto executivo do sistema de tratamento de esgoto do município, segundo o diretor, já está aprovado junto à Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb). “Temos a licença e outorga para a implantação de todo o sistema.”
No entanto, isso não é tão simples assim. Para realizar o processo, é necessário obter recursos externos. Rodrigues Neto destaca que o projeto está orçado em R$ 2,750 milhões.
Parte da verba já foi obtida através de convênios com a Caixa Econômica Federal (CEF), com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e com o Fundo Nacional de Recursos Hídricos (Fehidro). “Nós fomos captando recursos de várias fontes e o que deu para ir fazendo, nós fizemos. Optamos por implantar o sistema primeiro na cabeceira dos rios para já ir tirando os lançamentos (de esgoto) deles”, ressalta o diretor.
A cidade de Bariri produz, aproximadamente, seis milhões de litros de esgoto por dia. A unidade de tratamento terá capacidade para receber até 12 milhões de litro por dia. “Ela foi projetada para um crescimento vegetativo de 50 anos, sendo que, depois, o sistema poderá ser modulado conforme a necessidade do município”, frisa Rodrigues Neto.