• Cancelamento
A audiência pública para discutir o parcelamento da dívida de R$ 61 milhões que a prefeitura de Bauru mantém com a Fundação de Previdência (Funprev) seria realizada hoje, na Câmara Municipal de Bauru, mas foi adiada para a próxima semana a pedido de alguns vereadores. O projeto enviado à Casa pelo Executivo prevê o pagamento dos atrasados em 30 anos, com 24 meses de carência.
• Parcelamento
O encontro para discutir a dívida da Funprev foi convocado pelas comissões de Justiça e Economia da Câmara, que pretendem analisar a fundo as condições do parcelamento. Os vereadores entendem que o sistema de correção previsto no acordo elevará o valor da dívida em excesso. E serão 30 anos de pagamento. Uma atitude sensata essa de averiguar com cautela algo de tamanho volume financeiro.
• Intervenção
O grupo ao qual é ligado o petista Francisco Wagner Monteiro espera oficializar até amanhã o pedido de intervenção no diretório municipal do PT. Uma das alegações é que a presidente municipal da legenda, Estela Almagro, utilizou o jatinho do empresário Ayrton Daré durante a campanha eleitoral do ano passado sem mencionar o fato na prestação de contas entregue à Justiça.
• Campanha
O PT de Bauru tem eleições agendadas para o dia 18 de setembro. Estela e o grupo de Ribeiro inscreveram chapas para a disputa. O sindicalista Roque Ferreira, que também participará do pleito, distribuiu nota oficial confirmando a sua intenção de ser o presidente municipal do partido. No documento, ele também faz duras críticas ao governo federal, comandado justamente pelos petistas.
• Olho na vaga
Suplentes diretos de vagas na Câmara Municipal de Bauru estão de olho e na expectativa do julgamento de processo que pode acontecer até agosto próximo no Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros vão avaliar se é ou não constitucional a resolução editada pelo Superior Tribunal Eleitoral (STE), em 2004, que acabou reduzindo o número de cadeiras em Legislativos de todo o País.
• Suplentes
Em Bauru, como se sabe, por falta de apenas alguns eleitores à época da resolução do TSE, acabaram sendo preenchidas 15 cadeiras. Mas se o pleito fosse hoje, pelas atuais regrais, a cidade já teria direito a mais uma. Ocorre que a ação no STF pode derrubar a resolução.
• Lista de espera
Se isso acontecer, teríamos de novo 21 vagas, o que é a torcida de suplentes como Paulo Agostinho, Celina Nascimento e Paulo Sérgio Canalli. Como Faria Neto se tornaria efetivo com 21 vagas (ele assumiu pela licença de Clemente Rezende para presidir o DAE), o chefe de Gabinete poderia alcançar o direito ao mandato. Resta saber se, na hipótese de isso acontecer, Canalli vai querer trocar as Cerejeiras pela Praça Dom Pedro II.
• Dificilmente
É bem provável que Canalli ficaria no Gabinete. Ele é hoje o braço direito de Tuga. Depois de um início com alguns problemas de adaptação à nova função, Canalli firmou-se no cargo e tem sido fundamental no gerenciamento do gabinete. É a pessoa em quem o prefeito mais confia.