Por tudo que se pode visualizar no panorama político-administrativo nacional, nossos políticos de verdade não conseguiram ainda localizar o epicentro administrativo dos desmandos desta nação. Entretanto, ela está à vista de todos. Sucede que uns realmente não conseguem enxergá-la, ou se enxergam, não possuem coragem de apontá-la. Outros não desejam de forma alguma localizá-la; isto, enquanto o povo não abrir os olhos e exigir respeito aos direitos naturais do “ser humano”, direitos estes emanados de uma autoridade maior.
O que vem entravando o desenvolvimento do Brasil, mantendo uma expressiva leva de brasileiros em estado de semi-escravidão, são as nossas leis, nossa própria Constituição. São leis deturpadas por grupos de indivíduos irresponsáveis, que se postam como autoridade; contudo, mostram-se totalmente destituídos de sentimento cívico e até mesmo de humanismo.
Deturpando as leis, passam a usá-las como anteparo às atitudes menos dignas; indo sempre contra os interesses sociais, interesses da nação.
São grupos agregados por siglas, que dizem representar o povo; quando na realidade representam interesses pessoais, criminosos e subalternos.
Não há dúvida que a atual administração está envolvida nesta “maracutaia”, assim como as outras que a antecederam. A verdade é que a maioria política não possue moral para recriminar a atual administração, que é, na verdade, um “xerox” do passado. As mazelas são as mesmas. A sujeira está bastante acumulada; entretanto, ela não é de hoje, existe no “monturo”, muito resíduo do passado.
Já que a chaga está à mostra, chegou o momento de se usar o “bisturi”, colocando para fora a pústula da imoralidade. Face ao apurado, exija-se a restituição do Poder. Convoque-se uma Constituinte, por um prazo necessário a uma verdadeira e real mudança administrativa do país. Extinga-se todos os partidos políticos, que são excessivos e desnecessário ao país; substituindo-os por instituições idôneas e de caráter cívico.
Tome-se cuidado para que as velhas raposas da política não venham a se infiltrar em o novo sistema, maculando-o já ao nascer. Puna-se os responsáveis por este deplorável “estado de coisas”. Não com prisão em cadeias ou penitenciárias; porém, com perda com um mínimo de 15 anos do “status” de cidadão brasileiro, passando para o ostracismo como infiel; com a desapropriação dos bens adquiridos através de atos indígnos, em prejuízo à nação brasileira.
Combata-se e desestimule-se através de igual punição as organizações que desejam se passar por protetoras à grupos sociais; e que, porém, na realidade, a usam visando interesses pessoais. Puna-se com perda total do direito à cidadania brasileira aqueles que praticarem crimes contra a sociedade, contra a nação; vierem a se esconder dentro do país, ou se homisiando no exterior. Exija-se dos meliantes as fortunas acumuladas em instituições bancárias no exterior.
Reformulem-se nossas leis, e a própria “Constituição”, tornando-as mais severas, porém, justas e dignas. Através destas, remodelem-se as Instituições, necessitadas de moralização. Pela educação, procure-se incentivar o brasileiro à prática do trabalho honesto, dos atos idôneos e de civismo. Se dê amparo aos necessitados, fazendo justiça aos carentes, para que o povo brasileiro possa se orgulhar desta nação, e dos cidadãos que a governam.
Basta de desonra, de achincalhamento, de mentira, de dissimulação, de improbidade, de vedetismo.
Áureo Corrêa de Souza