Turismo

Santiago surpreende

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

É fácil e seguro andar por Santiago. A partir do aeroporto, a cidade se abre ao visitante. Nele, quem quiser economizar e se dirigir ao hotel escolhido, com segurança, deve procurar no hall de entrada os serviços de van. Paga-se US$ 7 pela corrida, com horário marcado e tudo certinho.

Há várias opções de hospedagem, desde os hotéis cinco estrelas como o Hyatt Santiago, em Las Condes, aos mais simples, localizados no Centro ou no bairro da Providencia.

De Las Condes chega-se ao metrô andando-se uns cinco quarteirões por avenidas limpas, arborizadas, repletas de bancos para se descansar. Fica bem ao lado da Escola Militar. Pare e observe a elegância dos soldados chilenos.

O jornalista chileno Jaime Borquez lembra que Santiago é cidade para se conhecer a pé. E que um roteiro independente de dia inteiro começa no metrô. Se sair de Las Condes faça a baldeação para o bairro Providencia que concentra boa parte da oferta hoteleira. Sua principal avenida, de nome idêntico, está pontuada de estações do metropolitano. Pare quando quiser.

Uma dica para quem está nela:

Tome o trem na Linha 1, a 380 pesos (US$ 0,64) o bilhete trecho único e a 620 pesos (US$ 1,03) o de ida e volta, e desça na Universidad de Chile. A exemplo do metrô de São Paulo, as estações de metrô de Santiago, uma cidade com cerca de seis milhões de habitantes, são limpas e corretas e funcionam também como centros comerciais. Câmeras de vídeo estão a postos o tempo todo na maior vigilância. Os trens e plataformas são limpos e bem sinalizados.

Universidad conhecida, siga para o Palacio de la Moneda, no Centro comercial, a casa presidencial chilena, onde em 11 de setembro de 1973 o então presidente Salvador Allende sai morto após o ataque arquitetado por Augusto Pinochet. Todos os guias turísticos passam por ali e introduzem os turistas até a Praça da Revolução, palco de exposições temporárias.

Depois da aula, ruma para o Paseo Ahumada, a versão chilena da Rambla de Barcelona. Milhares de pessoas muito bem trajadas - dificilmente você verá uma chilena calçando tênis - transitam pelo calçadão, endereço de lojas de departamento, lanchonetes, bancos, prédios centenários, cybercafés, estátuas vivas, ambulantes e artistas mambembes.

Embora seja um centro cosmopolita, com tudo o de direito, sinta-se “tranqüilo” para caminhar sem ser incomodado.

Poucos passos dali e chega-se à Plaza Mayor, com a silhueta da antiga Catedral refletida na fachada espelhada do edifício vizinho. Um encontro perfeito do novo e do velho. Imagem para ser retratada em um flash. No quadrilátero funciona o histórico prédio dos Correios e, ao lado, o Museu Histórico e Nacional, cuja visita de terça a sábado, das 10h às 17h30, custa 600 pesos (US$ 1). Aos domingos e feriados, a entrada é franca.

Mercado e os peixes

A partir daí, o Paseo Ahumada ganha o nome de Puente. Através dele chega-se no Mercado Central, imperdível para uma parada estratégica e para se degustar pratos deliciosos, à base de peixe, preparados nos diversos restaurantes típicos que lá funcionam.

O Donde Augusto é o mais disputado. Coma, beba e faça amigos para quando retornar ao Chile em suas próximas férias.

Namorando no parque

Casais jovens ou de meia idade reavivam a paixão em Santiago. A cidade oferece áreas verdes belíssimas, como o Parque Florestal, que acompanha o traçado do Rio Mapocho, formado pelo degelo dos Andes.

Outro lugar muito freqüentado pelos casais e pelos turistas em dias de sol é o Cerro San Cristóbal, o melhor lugar para se apreciar o entardecer.

Suba de bondinho e veja toda a cidade, protegida por duas cordilheiras de rara beleza: dos Andes e do Pacífico, pagando apenas US$ 2,85 em média por pessoa, ou seja, 1.700 pesos.

O retorno se dá por teleférico que desembarca na Calle Pedro de Valdívia, considerada uma área residencial. Depois de cruzar o Mapocho, retorna-se à ao bairro da Providencia, partida da linha 1 do metrô, repleta de barzinhos, pubs e casas de câmbio. Peça um litro de cerveja gelada e brinde a viagem.

Comentários

Comentários