Política

INSS promete radicalizar greve

Lilian Venturini
| Tempo de leitura: 2 min

Após assembléia geral realizada anteontem, em São Paulo, os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado e ampliar o número de adesões ao movimento. Segundo o comando de greve, a ordem, a partir de agora, será radicalizar. Enquanto o governo federal mantiver a proposta de reajuste salarial de 0,1%, o atendimento nas agências de Bauru e região continuará parcial.

Durante a assembléia, os servidores elaboraram uma carta de reivindicações, encaminhada à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, e aos ministros do Trabalho (Luiz Marinho), da Previdência (Nelson Machado) e da Saúde (Saraiva Felipe). “Estamos radicalizando com o governo. Há possibilidades de ampliar o número de adesões e de paralisar agências em cidades que não aderiram”, explica o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência (Sinsprev), José Aparecido Antunes.

Segundo ele, a decisão de radicalizar foi tomada em protesto à decisão do governo federal de suspender as negociações e de cortar o ponto dos servidores. Além de reajuste salarial de 18%, os funcionários exigem ainda a extensão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) a todos os servidores, paridade salarial entre os ativos e aposentados e a abertura de concurso para novos servidores. De acordo com Antunes, faltariam aproximadamente 140 funcionários nas agências de Bauru e região.

Apesar das possibilidades de ampliar a greve, a gerente substituta da gerência de Bauru, Fátima Tavares, afirma que não haverá mudanças no esquema atual de atendimento. “Os atendimentos estão sendo feitos e, por enquanto, continua do jeito que está”, ressalta.

Nesta semana, o procurador da República no Distrito Federal, Peterson de Paula Ferreira, afirmou que iria mover ação civil pública na Justiça Federal para que a União garanta os serviços à população, caso as agências não restabelecessem ao menos o atendimento mínimo.

Em Bauru, porém, a decisão do procurador não altera a situação da greve, iniciada no dia 2 do mês passado. “A ação não tem conseqüências na cidade (e nas agências ligadas a Bauru) porque o atendimento está sendo feito”, explica o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência (Sinsprev), José Aparecido Antunes.

Na cidade, os atendimentos são previamente marcados no período das 7h30 às 11h. A agência fica na quadra 1 da rua Azarias Leite.

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