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Vigilância recolhe 235kg de alimentos clandestinos na rua

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

No primeiro semestre deste ano, os técnicos do departamento de Vigilância Sanitária de Bauru - órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde -, apreenderam e incineraram 235 quilos de alimentos clandestinos comercializados nas ruas da cidade. A informação é da diretora do órgão, Ana Paula Nardo da Silva.

De acordo com ela, o recolhimento dos produtos ocorreu nos últimos dois meses. “São alimentos comercializados de maneira precária, nas ruas, sem refrigeração ou qualquer controle sanitário”, explica.

As fiscalizações foram realizadas depois de denúncias feitas pela população. Em uma das operações, a equipe da Vigilância Sanitária flagrou um veículo com 110 quilos de lingüiça para ser comercializada. “Os produtos não tinham registro do Ministério da Saúde nem estavam em condições adequadas de conservação para a venda”, ressalta Silva.

O outro carregamento apreendido era composto por 125 quilos de produtos entre queijos, bebidas alcoólicas e mel, também na mesma situação precária, segundo a diretora da Vigilância Sanitária.

Ela salienta que o consumidor não deve adquirir, em hipótese alguma, mercadorias sem procedimento e comercializadas fora dos padrões de higiene e conservação. “Entre outras coisas, a ingestão de produtos dessa natureza pode causar uma intoxicação alimentar”, destaca.

A falta de embalagem denota outro risco para o consumidor. Sem procedência, o produto não tem como ser denunciado caso apresente problemas ou defeitos. “Isso não é só com relação aos alimentos, mas a outros tipos de mercadoria também”, alerta Silva.

Ela diz que não recebeu, neste ano, nenhuma reclamação de produtos fora da data de validade sendo comercializados em supermercados.

Mas destaca que, caso o cliente encontre irregularidades, o melhor a fazer é chamar o gerente e denunciar o estabelecimento à Vigilância Sanitária. “Vender produtos com data de validade vencida é crime contra a saúde pública”, frisa.

Pessoas ou empresas flagradas nessas condições são autuadas e respondem a processo administrativo. Caso seja constatado o crime, o acusado tem de pagar uma multa que varia de R$ 400,00 a R$ 3,2 mil.

Imagem da empresa

Gerentes de compras e perecíveis de dois supermercados consultados pela reportagem disseram que fazem um rígido controle para inspecionar a data de vencimento dos alimentos. “É uma maneira até de resguardar a imagem da empresa”, explica o comprador de perecíveis de um desses estabelecimentos, Pedro Sérgio Baptista.

De acordo com ele, diariamente é feita uma vistoria em todos os produtos da loja para evitar que os que já passaram do prazo permaneçam nas prateleiras. “Dois dias antes de vencer, a gente retira das gôndolas”, frisa.

Algumas dessas mercadorias são devolvidas para os fornecedores, outras são doadas para programas sociais e as que estão sem condições para consumo são incineradas.

O gerente de compras de outro supermercado, Marcos Renato Lourenção, destaca que os produtos perecíveis são comprados duas vezes por semana. No caso de bovinos e suínos, as reposições são diárias. “Não costumamos ter problema com produtos vencidos, mas os consumidores devem sempre observar o prazo estampado na embalagem”, frisa.

No caso das mercadorias que estão prestes a perder a validade, Lourenção ressalta que elas são descartadas.

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