A sexta etapa do Campeonato Paulista de Velocidade na Terra - GP Cidade de Bauru - será realizada hoje na inauguração do autódromo no complexo da Toca da Coruja. Um dos atrativos será o diretor de provas, um dos nomes mais respeitados no atual cenário do automobilismo nacional: Carlos Montagner.
Responsável pelo comando de todas as provas dos Campeonatos Brasileiros de Stock Car e Fórmula-Truck, Montagner é, há dez anos, o diretor de provas do GP Brasil de Fórmula 1 e acumula 32 temporadas de envolvimento com o esporte a motor. Bauru estará representada por dois pilotos, Kléber Bachega e Juvenal Garcia.
Chamado pela Ascot, organizadora do evento, e pelo presidente da Federação de Automobilismo de São Paulo, Rubens Carpinelli, para comandar a corrida de número um do moderno circuito de Bauru, ele admite que viu no convite uma oportunidade de relembrar o início de sua carreira como comissário desportivo, posto preparatório para o cargo de Diretor de Provas.
“Há 27 anos trabalhei como comissário desportivo pela primeira vez em uma corrida de autocross, modalidade que evoluiu para o que hoje é o velocidade na terra. Essa é uma oportunidade muito gratificante para mim e estou impressionado com a evolução técnica dessa categoria”, declarou.
O Campeonato Paulista de Velocidade na Terra é, atualmente, a competição mais procurada por quem quer distância do asfalto. A modalidade tem um parentesco distante com as corridas de bajas e gaiolas que surgiram no País nos anos 70 e hoje pode ser considerada a evolução do antigo autocross. “Nada ofende mais um adepto dos campeonatos de velocidade na terra do que o rótulo de piloto de autocross”, ressalta Silvio Novembre, organizador do evento.
As diferenças entre essas duas primas de terceiro grau são tão grandes que, na verdade, o mais fácil para compará-las é apontar a única semelhança entra elas: ambas ocorrem em circuitos de terra. Ao contrário do autocross, os campeonatos de velocidade na terra são disputados em pistas planas, sem saltos e sem barro, e os carros utilizados são verdadeiros monopostos (no caso das categorias tubulares) e bólidos preparados para corridas de turismo.
Os monopostos para esse tipo de competição são equipados com motores AP 1600 que geram cerca de 140 hp e possuem requintes de carro de corrida – como freios à disco nas quatro rodas e amortecedores deitados.
São Paulo, Paraná e Minas Gerais foram os Estados que primeiro começaram a organizar campeonatos dessa categoria, mas Santa Catarina pode ser considerada o centro de desenvolvimento do velocidade na terra. A modalidade ganhou projeção nacional e hoje há um Campeonato Brasileiro, com pilotos do País inteiro.