Bauru 109 anos

Indicadores positivos

Daniela Bochembuzo
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O incentivo ao aleitamento materno é considerado um dos pontos mais importantes para se reduzir o coeficiente de mortalidade infantil, em razão de alimentar e de proteger o bebê contra doenças, entre outras várias funções da amamentação. “Por isso incentivamos o programa”, afirma a enfermeira Heloísa Ferrari Lombardi, presidente do Comitê de Mortalidade Materno-Infantil de Bauru.

Desde 2000, a cidade vem registrando redução gradativa da mortalidade infantil. Desse ano para 2004, o município conseguir reduzir o índice de 15,85 óbitos para cada 1.000 nascidos vivos para 9,69. Quando inferior a dois dígitos, o índice é considerado um bom coeficiente pela Organização Mundial de Saúde. (OMS)

Além disso, a taxa apresenta-se inferior à média estadual, de 14,25, e abaixo do registrado na área de abrangência da Direção Regional de Saúde de Bauru (DIR-10), que foi de 12,30, de acordo com o comitê. “Outro ponto positivo é que nenhuma das mortes foi motivada por desnutrição”, comemora Lombardi.

Dos 47 óbitos de crianças até 1 ano de vida registrados em Bauru em 2004, 20% foram em decorrência de deficiências congênitas, ou seja, adquiridas por má formação do feto. Do total de mortes, a maior parte ocorre na primeira semana de vida.

“Pelas investigações e pesquisas, percebe-se que a maior parte está diretamente relacionada à gestação e 80% são evitáveis. Por isso a importância de se realizar o pré-natal adequadamente, para que possamos monitorar a condição dessa gestante e de seu bebê”, explica a presidente do comitê.

Apesar da falta de informação de algumas mães, o município tem conseguido cumprir a meta de realizar sete ou mais consultas de pré-natal durante a gestação. O indicador foi um dos 37 avaliados positivamente pelo Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems) e que garantiu à cidade a terceiro colocação no ranking paulista de ações e serviços de saúde, divulgado na segunda semana de julho.

Bauru foi superada apenas por Guararema e Guaraçaí, que conseguiram cumprir 100% e 94,44%, respectivamente, das metas do Pacto de Indicadores de Saúde da Atenção Básica, instituído pelo Ministério da Saúde.

Entre os itens que permitiram à cidade atingir 91,67% do cumprimento de metas encontram-se os coeficientes de mortalidade infantil e neonatal, proporção de nascidos vivos com baixo peso e consultas nas especialidades de urgência em clínicas básicas por habitante/ano.

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