Bauru 109 anos

Evitar degradação exige mudança de hábitos

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 2 min

Evitar a degradação ambiental, promovendo qualidade e respeito ao meio ambiente, como propõe um dos Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio traçados pela Organização das Nações Unidas (ONU), exige mudança de hábitos e atitudes, tanto das estruturas burocráticas quanto da população. A avaliação é da organização não-governamental Instituto Ambiental Vidágua.

“A degradação é um processo muito rápido, ao passo que a recuperação é lenta e gradativa. Evitar processos de deterioração ambiental é muito mais fácil e barato que a sua reversão. Por isso, flexibilidade e consciência são pontos importantes”, afirma Ivy Wiens, coordenadora de apoio institucional do Vidágua.

Nas situações em que a deterioração já existe, pontua Wiens, é necessário empenho coletivo: ao poder público (incluindo os órgãos do Judiciário), cabe utilizar os mecanismos de fiscalização e controle; à sociedade, acompanhar os acontecimentos e identificar sua participação no processo por meio das associações comunitárias, conselhos, audiências públicas e conferências.

Atuante em Bauru desde 1994, o Instituto Ambiental Vidágua analisa que a situação atual da cidade em relação ao meio ambiente é melhor do que há 11 anos. Apesar dos avanços, porém, há inúmeros desafios.

“Dispomos de um código ambiental que é referência para outros municípios, temos leis sobre arborização urbana, controle de erosões, estudo de impacto ambiental, águas subterrâneas, desperdício de água, entre outros. Além disso, temos escritórios de todos os organismos oficiais e a sociedade civil também está organizada. Com todo esse suporte, ainda vemos no município graves problemas”, afirma Wiens.

Entre eles, a ambientalista cita a má conservação do solo, a ausência de tratamento dos esgotos domésticos, alto déficit de arborização urbana e falta de áreas verdes qualificadas. “Sabemos que a Bauru ideal não será construída por ações individuais, por isso defendemos parcerias e alianças que possibilitem a participação da comunidade e do poder público nas tomadas de decisão”, conclui.

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