Esportes

Vôlei: Maurício se despede; Nalbert recomeça

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Maurício e Nalbert fazem parte do seleto grupo de personalidades que podem ser chamadas de “lendas vivas”. O primeiro ganhou praticamente todos os títulos possíveis no voleibol, inclusive duas medalhas de ouro olímpicas e é considerado o melhor levantador da história do vôlei brasileiro.

Nalbert, por sua vez, foi capitão e comandante em quadra da Seleção Brasileira nos últimos oito anos, período em que o País se firmou como o melhor do mundo na modalidade. É um oposto atuante, um líder.

Os dois vivem esta semana momentos bastante distintos. Maurício anunciou ontem sua despedida, pretende agora atuar nos bastidores do esporte. Nalbert inicia hoje a carreira no vôlei de areia, de comandante vai passar a ser aprendiz.

Depois de 18 anos de uma carreira de sucesso, Maurício se aposenta das quadras aos 37 anos de idade. O levantador fez 580 jogos pela Seleção Brasileira. “Este é um momento muito difícil para mim. Chegou a hora. Estou resolvido. É claro que fica aquela dor. Se pudesse voltar no tempo e começar tudo de novo certamente eu faria, mas agora é pensar no futuro”, declarou.

O jogador - que estava no Macerata, da Itália - disse que quer ficar no Brasil e tocar alguns projetos profissionais em Campinas, onde nasceu. “Eu pretendo trabalhar para o esporte brasileiro. O Pan está tão perto e acho que posso ajudar de alguma maneira”, revelou em entrevista à Rede Globo.

Nalbert, aos 31 anos, será agora um aprendiz do parceiro Guto no vôlei de areia, com quem treinou ontem pela primeira vez, no Rio de Janeiro. Sobre acatar as decisões do parceiro, que joga vôlei de areia desde 1998, o “novato” está tranqüilo. “Tenho humildade suficiente para saber ouvir e assimilar o que ele vai me falar. Acho que seria estranho é se ele não dissesse nada. Agora, a braçadeira de capitão fica para ele.”

Não faltou entusiasmo após o primeiro treino. “Estou me sentindo um juvenil. Já estava há quase três meses sem competir, hoje (ontem) deu para voltar a sentir um friozinho na barriga. Foi um treino bom. O Guto é um cara que vai me dar bagagem na técnica do vôlei de areia, e acho que em troca posso passar a experiência de momentos decisivos que trouxe da Seleção”, disse Nalbert.

A preparação de Nalbert está na terceira etapa. A primeira foi montar um staff para dar suporte à preparação física e achar um parceiro, a segunda, a adaptação ao esporte, e a terceira, que está no início, é conhecer melhor Guto, que antes jogava com Pedro Cunha. A estréia será no Circuito Brasileiro, em Fortaleza, entre 21 e 24 de setembro.

Até o começo de 2006, Nalbert diz que não espera grandes resultados. “Vamos treinar muito, nos conhecer melhor e entrar para valer no circuito brasileiro em 2006, para começar a já pensar no Pan e nas Olimpíadas de Pequim/2008. Não é um caminho fácil.”

Comentários

Comentários