São Paulo - O ala-pivô Nenê, maior astro do basquete nacional atualmente, reiterou ontem, em São Paulo, que não irá defender mais a Seleção Brasileira enquanto não houver mudanças. “As condições atuais para defender o Brasil são inaceitáveis”, declarou o jogador, que esteve na cidade para participar de uma clínica para jovens talentos.
Nenê havia dito, antes da eleição na Confederação Brasileira, que não voltaria à equipe nacional enquanto não houvesse mudanças na administração da entidade. Com a reeleição de Gerasime Bozikis, o Grego, o ala-pivô havia voltado atrás, justificando sua ausência neste ano para tratar de várias lesões que havia sofrido durante a temporada da NBA.
Agora, mudou o tom do discurso. “Quando falo para meus companheiros no Exterior sobre a situação dos jogadores do Brasil, eles riem”, comentou o atleta, que aponta a “falta de profissionalismo dos dirigentes” como o principal empecilho para seu retorno.
Joe Santos, um dos agentes de Nenê, disse que sugeriu a contratação de um técnico norte-americano para auxiliar no trabalho da Seleção - ele citou Jarinn Arkana (ex-Denver) e Bob Donewald (ex-Cleveland).
Ontem, a Seleção Brasileira Feminina de Basquete conquistou o título do Torneio Internacional de Nórcia, na Itália. Pela terceira rodada, Israel venceu a Itália por 70 a 68 (31 a 33 no primeiro tempo).
Com esse resultado, as três seleções terminaram empatadas com três pontos (uma vitória e uma derrota), mas o Brasil terminou em primeiro lugar porque teve melhor saldo de cestas.