Polícia

Crimes leves estão estáveis em Bauru

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Os números que mapearam a violência em Bauru no primeiro semestre deste ano são alentadores quando comparados aos do mesmo período de 2004. De acordo com as estatísticas divulgadas nesta semana pela Secretaria da Segurança Pública, a incidência de ocorrências de furto, roubo e furto de veículo permaneceu estável.

A variação para cima de 3% a 6% é considerada mínima tanto pela Polícia Civil quanto pela Polícia Militar (PM). Além disso, conforme o JC já veiculou, o percentual de homicídios sofreu queda de 34,78% num comparativo entre os seis primeiros meses dos dois anos analisados.

“Quase sempre o homicídio tem relação com o tráfico de drogas. Está (o tráfico) envolvido com quase todas as modalidades (de crime). Nunca se apreendeu tanto (entorpecente). Além disso, tem a prisão dos autores de furto”, afirma o delegado seccional, Antônio Ângelo Ciocca, ao interpretar e explicar os números.

Para ele, o índice elevado de esclarecimentos dos assassinatos e as campanhas de desarmamento também ajudaram a conter as ocorrências policiais, pressionadas pelo aumento populacional e pelo agravamento do contexto socioeconômico. “Também cobramos, direcionamos, passamos (orientações) constantes para as unidades estratégicas de combate ao crime”, acrescenta.

Medida semelhante é adotada pela Polícia Militar. De acordo com o porta-voz do Comando de Policiamento da Região de Bauru, major Manoel Messias Mello, os números favoráveis são resultado de uma nova gestão de polícia, implementada há dois anos. Ele informa que a PM tem desenvolvido operações pontuais e procedido o realinhamento territorial das viaturas policiais.

“Hoje, a distribuição do efetivo e das viaturas é feita a partir de critérios técnicos. O aumento (nos índices de crimes leves) é insignificante, os números mantiveram-se estáveis. Elas (as viaturas) ficam estacionadas ou circulando em área de interesse da segurança pública. Onde há probabilidade de ocorrências de crime”, informa Messias.

No entanto, o esforço não foi capaz de evitar que o veículo de Flora (nome fictício) fosse furtado em junho, quando estava estacionado numa das ruas do Jardim Brasil. Dois dias após a ocorrência ele foi encontrado, intacto. Porém, uma semana antes de ser levado, o automóvel já havia sido aberto e remexido, enquanto também estava estacionado no mesmo bairro.

“Não é uma região afastada e sempre tem policiamento. Era um carro visado e estava sem alarme ou trava. Agora eu aprendi (a adotar segurança complementar). Não me sinto insegura por causa disso”, diz.

De acordo com major Messias, a sensação de insegurança tem relação direta com a incidência de homicídios. Por essa razão, diz ele, as mortes violentas são preocupantes e acompanhadas por organismos como a Organização das Nações Unidas (ONU).

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