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Paixão de 8 a 80

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Não é exagero afirmar que a paixão pelas motos é um sentimento que “nasce” com a pessoa e só aumenta à medida que os anos se acumulam e o cabelo vai ficando branco. Basta ir a um encontro de motocicletas, como o realizado pelo Conexão Motoclube de Bauru, no último final de semana, no Estádio Alfredo de Cas-tilho, para comprovar essa tese. Personagens para isso não faltam. É o caso do experiente mecânico Milton Cokue, de Pederneiras, que marcou presença no evento bauruense. Do alto de seus 72 anos, dos quais mais de 50 deles dedicados à profissão, Cokue é um fã confesso das motos desde “molecote”. “Andei minha vida inteira nelas”, enfatiza.

Seu carinho pelas máquinas é tão grande que, além de ingressar em um motoclube pederneirense - Anjos do Asfalto -, comparece a vários encontros do gênero pelo Brasil, para onde faz questão de ir sempre comandando uma motocicleta. E ao dirigir-se para o de Bauru não foi diferente, pois chegou com um triciclo de fabricação própria, tarefa que sempre conta com o valioso auxílio do filho, Ivan Tadeu Cokue. “É o quinto que já fiz”, orgulha-se.

Logo ao “bater” o olho no triciclo, percebe-se que ele não é igual aos demais e tem “cara” de “minitriciclo” devido ao porte. “Realmente ele é menor que o normal, pois tem apenas três metros de comprimento”, revela Cokue. Além do tamanho diferenciado, outras características o destacam, como as rodas aro 15, os pneus de cami-nhonente Blazer, o escapamento de Suzuki e o motor e câmbio de Brasília 1600, além do assento feito com napa de sofá.

“É uma delícia andar nele. Tem um conforto inigualável e propicia à gente curtir aquilo que é o maior barato do moto-ciclismo: a natureza e a sensação de liberdade. Por isso, ando sempre nele e só desgrudo quando vou dormir”, garante o mecânico.

Sua paixão pelas motos já lhe rendeu um apelido carinhoso dos amigos - “Highlander, o imortal”, em alusão ao filme de um guerreiro que não morre, estrelado pelo ator Christo-pher Lambert - e também o faz diferenciar-se da paisagem por onde roda. “As pessoas ficam admiradas em me ver por aí mesmo. Mas paixão por moto não tem idade”, frisa Cokue.

Igualmente “loucos” pelas motocicletas são João Venturini e sua filha Fer-nanda, de apenas 10 anos. Presidente do Aventura Motoclube, criado há cerca de um ano e meio em Bariri, Venturini afirma comparecer na medida do possível aos encontros e, quando consegue, sempre traz “a tiracolo” a “pimpolha”. “Se eu for e não levá-la, ela fica chorando em casa”, destaca.

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