Há um ano, a gerente administrativa Juliana Majerowicz comanda uma loja de confecções da cidade. O dinheiro disponível foi usado para a compra da microempresa e não restou o suficiente para o capital de giro. Desde então, ela procura linhas de crédito, mas esbarra em um dos problemas mais comuns para micro e pequenas empresas: altas taxas de juros. Nesta semana, porém, a Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou planos de financiamento que prometem ajudar este público, numa parceria com a Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib).
Segundo o gerente de mercado da CEF de Bauru, Wanglei Rodriguez Taú, serão disponibilizados R$ 25 milhões ao empresariado bauruense até o final deste ano. A quantia será dividida entre planos para capital de giro e para aplicação em investimentos. Os recursos são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e da CEF.
O valor do crédito varia de acordo com a empresa e pode atingir até R$ 2 milhões. Para ter acesso a financiamentos, a empresa deve existir há mais de um ano. Além disso, a CEF fará análise cadastral e irá avaliar sua capacidade de pagamento (veja detalhes abaixo).
Taú lembra que estes planos são basicamente iguais aos já oferecidos pela instituição. A diferença é que, agora, micro, pequenos e médios empresários terão mais atenção. “Iremos atingir principalmente este setor porque são em maior número no País. O grande empresário sempre teve mais acesso ao crédito, queremos agora levar essa oportunidade aos demais”, explicou durante evento de apresentação do plano, realizado na Acib. Na ocasião, foi firmada uma parceria entre a CEF e os associados da entidade.
Os recursos oferecidos podem ser usados como forma de apoio financeiro, aumento da produção, compra de equipamentos ou mesmo ampliação da estrutura física da empresa. Em alguns casos, como o de obras ou investimentos, a CEF exige a elaboração de projeto. “Mas damos orientação para fazê-lo”, adianta Taú.
Para a gerente Juliana Majerowicz, a idéia veio em boa hora. Sem capital de giro, a empresa onde trabalha enfrenta dificuldades para liquidar as contas a prazo e as despesas mensais. “Estava procurando algo assim, liberação de crédito com juros menores. Precisamos deste dinheiro para aumentar a margem de lucro”, comenta.
Benefícios
Atualmente, das 400 empresas associadas à Acib, cerca de 98% são micro ou pequenas. A quase totalidade, na opinião do presidente da associação, Cássio Carvalho, indica a relevância do setor na economia local, o que justificaria a necessidade de créditos. “Elas sustentam a economia. Queremos (com a parceria) promover ampliação do negócio, o crescimento do número de empregos e da economia da cidade”, considera Carvalho.
Pequeno empresário do ramo da construção, Carlos Eduardo Assis já há dez anos busca investimentos em instituições financeiras para melhorar a empresa e conhece os cuidados necessários para não ter problemas. “É um bom caminho (empréstimo) quando se tem condições de investir. Tomá-lo como socorro pode apenas adiar um problema e criar uma complicação”, acredita Assis.
Segundo o gerente de mercado da CEF, os empresários serão orientados sobre qual o melhor plano a ser adotado. Na Acih, Cássio Carvalho lembra que os associados podem contar com a consultoria do economista da associação. As modalidades de financiamento estão disponíveis em todas as agências da CEF da cidade.
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Financiamento
O que é
• Linha de crédito destinada principalmente a micros, pequenas e médias empresas
Condições
• Empresa deve existir há mais de um ano
• Análise cadastral e da capacidade de pagamento pela CEF
Recurso
• R$ 25 milhões
Valor
• Varia conforme o porte e a necessidade da empresa. O máximo oferecido na cidade é R$ 2 milhões
Modalidades de empréstimo
• Capital de giro
Não tem carência
Prazo de pagamento de até 24 meses
• Investimento
Carência de até 12 meses
Prazo de pagamento de até 60 meses
Juros
• Variam de 0,83% a 3% ao mês conforme a modalidade
Informações
• Pelo telefone 2106-9700
• Pelo site www.caixa.gov.br (campo “Sua empresa”)
Fonte: Caixa Econômica Federal