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Minha história: Vitória e eu


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Logo que Cláudio e eu nos casamos, não queríamos filhos. Após dois anos morando em São Paulo ,tive uma enorme vontade de ser mãe, porém não sabia que os filhos vêm quando desejamos e sim quando é a hora certa, ou seja, quando Deus, o Criador, permite.

Fiz vários tratamentos à base de hormônios e vários exames. Conseguimos! Engravidei de gêmeos. Era uma gravidez induzida e chance de ser gemelar era grande, porém a fragilidade era bem maior.

Senti-me a pessoa mais feliz daquela cidade. Fizemos mil planos, porém durou apenas dois meses. Foi a maior dor que senti durante toda minha vida. Doía no “coração”. A dor da perda é indescritível. Parece que todo o nosso castelo tinha sido desmanchado por uma enorme onda.

Tentamos novamente. Desta vez chegamos ao quinto mês. Já tinha até nome: Rodrigo. Curtíamos muito a nova gravidez. Até que um dia fui ao consultório médico, pois não estava muito bem. Estava muito resfriada. O médico foi escutar o bebê e constatou que o coração dele não batia mais.

Ficamos todos desesperados. Fui para o hospital para fazer novos exames. Mas nada adiantou, foi constatado que o bebê era portador de várias deficiências, várias deformidades. Foi horrível!

Para retirar o bebê foi muito complicado, pois não poderia fazer cesariana no quinto mês de gravidez. Passaram-se dez dias e voltei a trabalhar.

Quando cheguei na escola, as crianças abraçaram a minha barriga (que estava ainda muito inchada) e perguntaram para onde tinha ido o meu bebê. Choramos muito...

Fiquei durante alguns meses muito deprimida e triste. Sentia saudades da minha barriga, do meu bebê... Passados seis meses engravidei novamente, tudo corria bem até o terceiro mês, porém o coração não tinha batimentos cardíacos.

Fui para a maternidade novamente, como sempre para retirar o bebê e não para “ganhar” um bebê.

Depois disso fiz pesquisa genética. É uma barra! Foram constatadas três fatalidades.

Engravidei pela quarta vez. Após dois meses, mudamos para Bauru. Foi uma gravidez de alto risco. Tive hemorragia aos nove meses, fiz repouso absoluto, sem poder sair do apartamento para nada.

O médico foi muito rígido, cuidadoso e competente, teve uma enorme paciência comigo. O outro médico, da área de ultra-som, dizia: “Essa menina é uma vitoriosa, luta para viver! Tão pequenina e persistente em nascer”.

Passaram-se os nove meses e chegou a hora. Fiquei “louca” na hora do parto, tive vontade de sair correndo. Tinha muito medo de perdê-la novamente.

Finalmente a Vitória nasceu, é a coisa mais linda da minha vida. Hoje agradeço todos os dias a Deus pela oportunidade de ser mãe de uma garotinha tão linda e perfeita. Nunca desista de seus sonhos, pois quem luta sempre terá a vitória.

Josi.

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