No interior profundo de uma sociedade mal educada e desatenta, parece comum o sentimento de que somos simplesmente o ponto de encontro de dois nadas e muitos fatores vitais que procuramos esquecer que possuímos. Afinal, agora já está muito tarde, o trânsito está caótico e eu não tenho tempo para isso, vá perguntar para sua mãe, filho. Quando eu digo sociedade mal educada, é importante que fique claro, não me refiro a teorias educacionais, métodos pedagógicos, sistemas não sei o quê, técnicas de não sei quem... eu tenho 17 anos (não que seja justificativa) e ninguém me ensinou isso. Eu sou aluno como a maioria das pessoas que não estão lendo este texto. E vou fazer o quê? Falta uma preciosa informação aos alunos, que eu colocaria num outro parágrafo. O que vocês vieram fazer na escola? Alguém tente fazer uma pergunta assim para um aluno do colegial. Aproxime-se do indivíduo com uma expressão enigmática e pergunte: o que você veio fazer aqui? Mas as escolas não se preocupam com este tipo de informação, nosso sistema não se interessa a incentivar algo deste caráter, com a desculpa de que falta tempo. Evidentemente, o sinal vai abrir daqui a pouco e eu vou esquecer quem eu sou novamente. Então, os alunos de escolas públicas vão continuar sem saber o que fazem numa aula e os alunos de escolas particulares também. É aí que o ensino é comum no Brasil. Com um adendo no seguinte ponto: as particulares primam pelos instrutores de vestibular, e não professores. Incentivados por este tipo nefasto e bem pago de profissional, alguns alunos esquecem-se que são seres humanos e se sentem superiores por serem ótimos alunos. Sem ter vontade de saber quem são. Talvez uma revisão no seguinte conceito: e se todos os presentes na sala de aula fossem considerados participantes da aula? Todos! Inclusive os que estiverem dormindo e conversando ou atrapalhando. Todos participam da aula do seu jeito, útil ou inútil, porque ele deve ter um objetivo em estar na escola. Um objetivo bem ou mal orientado, mas tem. É mais um texto que não vai adiantar nada. Os jovens para quem eu escrevo isso não lêem esta coluna, porque 90% dos textos são sobre buracos e políticos que eles não são incentivados a se interessarem. Por isso, entenda-se um texto mal escrito para os pais e mães com tempo e só.
Límerson Morales Costa - estudante