Marília - Um homicídio registrado no último fim de semana chamou a atenção da polícia de Marília (100 quilômetros de Bauru) pelos requintes de crueldade.
Anteontem, a ajudante geral Quitéria Tavares de Lira, 32 anos, foi encontrada morta dentro de casa, no bairro Adolpho Bim, com sinais de tortura, várias facadas pelo corpo e um dedo dilacerado.
Ela foi vista pela última vez por alguém da família na sexta-feira passada, à noite. Quitéria deixou a filha com a avó e não voltou para buscá-la. No sábado, os parentes ligaram para a empresa onde ela trabalhava e ficaram sabendo que a ajudante geral não havia comparecido ao serviço.
A polícia foi avisada do desaparecimento e quando chegou na casa de Quitéria encontrou a porta apenas encostada, sem sinais de arrombamento nas janelas ou nas portas. A ajudante estava caída no chão da sala, nua e já sem vida. As roupas da vítima não foram localizadas.
Segundo os policiais que estiveram no local, Quitéria apresentava vários cortes feitos à faca na barriga e ferimento na cabeça feito provavelmente à marretadas. Em razão dos muitos e profundos cortes na barriga, as vísceras da vítima ficaram à mostra.
Os policiais notaram ainda que o dedo anular da mão esquerda da ajudante geral havia sido arrancado e não foi achado em nenhum lugar da casa. A polícia acredita que o dedo foi levado junto com a aliança de Quitéria, que era casada. Havia marcas de sangue nas paredes e no banheiro, onde foram colocadas as iniciais da facção criminosa PCC.
Vizinhos disseram à polícia que ouviram gritos na noite anterior, mas eles teriam imaginado se tratar de ruídos que vinham de uma igreja próxima dali e não deram muita importância. Dois suspeitos foram interrogados pela polícia e liberados em seguida.