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Da Redação
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• Zoológico

Nos bastidores da Câmara Municipal de Bauru, há quem aposte que a segunda votação do projeto que trata dos gastos com alimentação do Zoológico poderá apresentar novidades em relação ao placar verificado na sessão de anteontem, quando o projeto que transfere as despesas para o Fundo de Manutenção do parque foi aprovado por oito votos a sete.

• Argumentação

O certo é que tanto os vereadores favoráveis ao projeto do Zôo quanto aqueles que são contrários à proposta passarão a semana tentando convencer colegas a mudarem de lado. O Poder Executivo conta com a aprovação da Câmara para se livrar de metade da despesa com alimentação dos animais, estimada em R$ 12 mil mensais. Se a vaidade política imperar a partir de projetos como este, importantes mas de abrangência reduzida, imagine a guerra quando vierem os de maior porte.

• Estruturais

Só para exemplificar, o chefe do Executivo anuncia (leia na página 4 da edição de hoje) o envio de projetos que abrangem toda a cidade e interesses amplos, como o que revisa a planta genérica do município e o que vai, depois, fixar a política de alíquota do IPTU. Isso sem contar a cobrança antecipada para o tratamento de esgoto, através do aumento da tarifa, e o PPA, que vai definir as ações para o período 2006-2009.

• Funprev

Por falar em grandes temas, a audiência pública que discutirá o parcelamento, em 30 anos, da dívida de R$ 61 milhões que a prefeitura mantém com a Fundação de Previdência (Funprev) será realizada na sexta-feira, às 14h, na Câmara Municipal. Os vereadores estão preocupados com o índice de reajuste que será utilizado para corrigir as parcelas mensalmente e querem debater a questão com o secretário municipal de Finanças, Edmundo Albuquerque.

• Acúmulo

Em resposta às críticas do vereador Arildo de Lima Júnior (PP), que o acusou de não dar importância aos requerimentos encaminhados pelos parlamentares, o chefe de Gabinete da prefeitura, Paulo Sérgio Canalli, argumenta que contabiliza o recebimento de mais de 1.100 documentos do gênero desde o início do ano.

• Respostas

Canalli garante que tem feito o possível para enviar as respostas aos parlamentares o quanto antes, mas observa que nem sempre isso é possível, já que o pedido de informações depende, muitas vezes, de consultas a secretarias de governo. O chefe de Gabinete frisa, ainda, que a ordem do prefeito Tuga Angerami (PDT) é não privilegiar nenhum vereador, independente de partido.

• Modernização

Outro obstáculo para responder aos requerimentos, segundo Canalli, é a situação precária de boa parte dos equipamentos de informática do Palácio das Cerejeiras. “Temos computadores que são verdadeiras ‘Remingtons’ com tela”, observa, em referência à fabricante de máquinas de escrever. Ele destaca que a proposta de modernização da administração municipal inclui a implantação de um sistema que irá permitir aos vereadores receberem informes sobre o andamento dos pedidos feitos por eles.

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