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Embraer vai antecipar em 3 anos reflorestamento de Gavião Peixoto

Da Redação
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Gavião Peixoto - A Embraer anunciou ontem que deverá terminar o reflorestamento em sua unidade de Gavião Peixoto (100 quilômetros de Bauru) em 2007, três anos antes do prazo originalmente previsto para a conclusão do trabalho. O programa de reflorestamento é parte do acordo com o governo do Estado de São Paulo, que resultou na nova fábrica da Embraer.

Até agora, 80% das 600 mil árvores foram plantadas em Gavião Peixoto desde o início do programa, em 2001, segundo informou a Embraer. As novas árvores cobrirão uma área de 350 hectares, ou cerca de 424 campos de futebol.

Localizada no centro de um dos Estados brasileiros mais prósperos, a cidade de Gavião Peixoto fica a 370 quilômetros da sede da Embraer em São José dos Campos. Programas de defesa, aviação executiva e ensaios em vôo são desenvolvidos na unidade de Gavião, que ocupa área de 17 quilômetros quadrados.

A unidade também tem uma pista de cinco quilômetros de extensão, a mais longa da América do Sul. A pista é usada para os testes dos bem-sucedidos aviões comerciais da família Embraer 170/190, de 70 a 110 assentos.

O programa de reflorestamento é resultado de um estudo da Embraer produzido para aferir o impacto ambiental da construção de uma fábrica de aviões no coração da agricultura paulista, onde se cultivam laranjas e cana-de-açúcar. A empresa comprometeu-se a recuperar a vegetação de 20% da sua área em Gavião Peixoto, bem como monitorar a qualidade dos lençóis freáticos e rios, além de implementar rígidos controles de descarte do lixo e poluição.

Quando o reflorestamento estiver terminado, 135 espécies nativas de árvores terão sido plantadas em Gavião Peixoto.

As primeiras espécies a serem plantadas, segundo a empresa, são as árvores “pioneiras”, que crescem mais rápido e criam as condições certas para a próxima geração germinar e se desenvolver.

As árvores pioneiras plantadas em Gavião são a embaúba, aroeira-pimenteira e angico. Exemplos de árvores da segunda geração seriam o pau-brasil, ipê, cedro e peroba. Em média, as árvores pioneiras precisam de cinco anos para atingir a idade adulta.

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