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Lar Rafael Maurício enfrenta dificuldades

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Diretores do Lar Escola Rafael Maurício participaram ontem de uma reunião extraordinária para discutir o futuro da entidade. Voltada ao atendimento de pessoas portadoras de deficiência, a instituição alega aumento no déficit financeiro e dificuldades para manter as atividades extracurriculares com perda de 11 professores.

De acordo com o presidente voluntário da entidade, Seiko Tokuhara, o Lar Escola vem trabalhando no vermelho há cerca de cinco meses. Mas o encerramento de um convênio no último dia 31 ameaça agravar ainda mais a situação.

“Tínhamos um convênio de atendimento em diagnóstico e reabilitação auditiva que nos gerava uma receita mensal de aproximadamente R$ 5 mil. Com a rescisão do contrato, esse mês já não teremos mais essa verba”, comenta. Segundo ele, os recursos repassados pelos governos federal, estadual e municipal já não cobriam as despesas da entidade, que giram em torno de R$ 41 mil mensais.

“Nosso rombo só não é maior porque contamos com a contribuição financeira de empresas e de familiares dos alunos, além das arrecadações de rifas, bazar e festas. Só que a sociedade já se cansou de ter que assumir essa responsabilidade. E antes que esse rombo aumente ainda mais, estamos dando o alerta”, observa.

Além dos problemas financeiros, Tokuhara também alega dificuldades para manter as atividades extracurriculares dos alunos. Ele explica que os 120 usuários do Rafael Maurício são atendidos em período integral. Eles participam das atividades do ensino regular em um período e fazem atividades extracurriculares no restante do tempo.

“Nós tínhamos, até agora, 23 professores, que se revezaram nas atividades pedagógicas e extraclasse. Mas a lei determina que cada professor atenda 10 alunos e a Secretaria de Educação suspendeu as atividades extraclasse com o remanejamento de 11 professores”, afirma.

Para driblar essas mudanças sem ter que deixar os alunos ociosos por muito tempo, Tokuhara procurou ontem a Câmara Municipal. Ele pede que os vereadores intercedam pela entidade para conseguir pelo menos mais dois professores substitutos e quatro a cinco funcionários para a manutenção das atividades extracurriculares.

“Esses meninos passam o dia todo aqui porque suas famílias trabalham. Precisamos das atividades extraclasse para queimar a energia deles e não podemos deixar esses garotos irem para a rua”, argumenta. Interessados em contribuir ou em saber mais sobre a entidade podem entrar em contato pelo telefone (14) 3237-2311.

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