Neste momento grave, triste, porém inevitável, por que passa a nação, é obrigação de todo cidadão preocupado com o interesse do conjunto da sociedade entregar-se à reflexão sobre as conseqüências que ela pode sofrer em decorrência da crise política que se agrava a cada hora, a cada minuto, por conta de dúvidas que vão se acentuando e esmaecendo a importância das próprias denúncias.
Primeira dúvida: o governo Lula tem legitimidade para seguir até o final? Segunda dúvida: se não tem legitimidade, esse Congresso que aí está, cujos partidos todos que o compõem - salvo algumas legendas pequenas de extrema esquerda, que se saiba - no mínimo estão envolvidos com práticas de financiamento ilegal de campanhas, tem legitimidade para cassar o presidente da República? Terceira dúvida: se Lula ainda tem legitimidade para terminar seu mandato, apesar de ter supostamente se deixado trair, ele deve candidatar-se à reeleição?
Conviver com tais dúvidas até o fim do ano que vem é um castigo, uma pena e, sobretudo, um peso que o Brasil não merece carregar. Assim, a única forma de este país resolver essa crise de uma vez por todas e voltar a trabalhar é submeter ao povo as dúvidas que manifestei acima, promovendo um plebiscito em que lhe seria perguntado se Lula deve ou não permanecer no cargo até o final de seu mandato. Plebiscito já!
Eduardo Guimarães - comerciante