Um dos mais tradicionais centros de memória do município, o Núcleo de Pesquisa e Documentação Histórica de Bauru e Região (Nuphis) - vinculado à Universidade do Sagrado Coração (USC) -, está instalado em novo prédio, localizado ao lado do anterior (quadra 10 da rua irmã Arminda, em frente à USC).
Segundo o coordenador do Nuphis, Gabriel Ruiz Pelegrina, as novas instalações praticamente dobraram a área que abriga o acervo da instituição. “Vamos oferecer mais conforto aos pesquisadores”, comenta.
O núcleo guarda um dos mais completos acervos históricos de Bauru, como documentos da Câmara Municipal que datam de 1889, 15 mil processos do Fórum do período compreendido entre 1911 a 1950, 60 mil registros de casamentos sacramentados entre 1927 e 1996, boletins regimentais do 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM/I) dos anos de 1902 a 1957, dentre outras relíquias.
Mas além dos dois museus municipais e do Nuphis, Bauru conta com outros dois acervos de grande importância histórica. O Instituto Lauro de Souza Lima, reconhecido internacionalmente pelo combate a hanseníase, também tem seu museu. Segundo Jaime Prado, funcionário do instituto, o museu está abrigado onde funcionava o antigo cassino.
O acervo é composto por materiais odontológicos, peças sacras de bronze, quadros, discos e filmes que retratam a vida interna dos pacientes do Lauro de Souza Lima a partir da data de sua inauguração, em 1933.
Já o Centro de Memória Regional Unesp/RFFSA, criado em 1992 pelo professor João Francisco Tidei de Liman, enfrentou, no início deste ano, uma crise que por bem pouco não destruiu o trabalho de pesquisa, apuração e recuperação realizados nos últimos 13 anos em documentos das antigas ferrovias que fincaram seus trilhos em Bauru.
Fechada por alguns meses, até o comando da Universidade Estadual Paulista (Unesp) decidir seu futuro, a instituição retomou suas atividades na última quinta-feira.