Regional

Saúde com qualidade é outro desafio para o Poder Público

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Fazer do atendimento médico uma referência é outro desafio que a atual administração municipal de Pederneiras enfrenta.

Este ano foram feitas alterações de horários, mas mesmo assim há problemas. O posto de saúde do bairro Maria Helena atende nos finais de semana das 7h às 19h, porém não dá conta da demanda, que acaba desembocando no Pronto-Socorro.

Para a prefeita, é preciso ampliar o horário de atendimento de outros postos . “Quero expandir esse serviço para outros bairros. Pretendo abrir alguns postos no período noturno. Estou trabalhando com o orçamento que tenho, quero investir na rede básica.”

Ivana Camarinha acredita que investindo na rede básica estará direcionando o atendimento. “A administração municipal tem um convênio com a Santa Casa para o atendimento de urgência e emergência. Montamos uma farmácia para doação de remédios para as pessoas que são atendidas e que não podem comprar.”

O Pronto-Socorro da Santa Casa de Pederneiras atende em média 5.500 pessoas/mês, explica a administradora do hospital, Ângela Constantino. “Nós temos um convênio com a prefeitura para prestação de serviços de urgência e emergência.”

A Santa Casa tem a retaguarda do hospital em caso de internações, segundo a administradora. Ela explica que o município mantém um dispensário de medicamentos para atender os mais necessitados. “Aqueles que passam por consultas durante a noite e nos finais de semana, quando a rede pública municipal não tem atendimento para distribuição de medicamentos.”

De acordo com a administradora, o pronto-socorro está cumprindo o estabelecido pelo convênio, mas a demanda, como em todos os atendimentos de urgência e emergência é alta. “É um problema clássico. A municipalidade está investindo para melhorar. Quanto melhor for o atendimento da rede básica melhor será para o pronto-socorro. A abertura de postos de saúde nos finais de semana desafoga o atendimento do PS.”

Atendimento aprovado

A moradora Antônia Aparecida Correia do bairro Vila Maria Helena está contente com o atendimento médico da cidade. “Eu tenho sete filhos e um neto. Sempre fui bem atendida, no posto de saúde e no pronto-socorro. No posto recebo os medicamentos que o médico receita, não posso reclamar.”

As moradoras Maria Guadalupe de Souza, Rosa Maria de Oliveira e Angélica Agüilar também elogiam o atendimento da saúde. “Moramos aqui no Cidade Nova e não temos do que reclamar. No Pronto Socorro tem médicos e nos postos recebemos até os medicamentos.”

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Usina de lixo

Construir uma usina de reciclagem para o lixo é outro desafio da atual administração. Metade da tarefa já está cumprida, porém a outra parte ficou para o próximo ano, explica a prefeita Ivana Camarinha. “Recebemos uma área que era da antiga Rede Ferroviária Federal para instalação da usina. A área é grande e muito boa. Mas está ocupada.”

O pessoal que ocupa a área, segundo a prefeita, plantou e a colheita deve ser feita até o final do ano. “Resolvemos esperar porque não queremos causar problemas para as 30 famílias. A área está plantada e eu não posso colocar uma máquina e passar por cima de tudo. O pessoal está avisado da desocupação, assim que a colheita seja efetivada.”

Se o lixo ainda é problema, o mesmo não acontece com o esgoto. “Somos servidos pela Sabesp. A cidade está com 70% do esgoto tratado. Acredito que até o final do ano teremos 100% do esgoto tratado.”

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