Diferentemente das separações amigáveis, as disputas pela guarda dos filhos que envolvem um processo judicial litigioso podem trazer conseqüências dolorosas para as crianças ou casais envolvidos na questão. Entre os exemplos, podemos citar os atores Vera Fischer e Felipe Camargo, e Giulia Gam e o jornalista Pedro Bial, que brigaram para ter o poder dos filhos Gabriel e Theo, respectivamente.
Segundo a advogada civilista Maria Isabel Jesus Costa Canellas, professora da Faculdade de Direito da Instituição Toledo de Ensino (ITE), nesses casos a guarda é atribuída àquele que revelar melhores condições para exercê-la. “O juiz decide com base no interesse e na vontade do filho, considerando a estabilidade financeira e emocional de cada um dos pais”, diz.
Independente disso, é preciso lembrar que toda separação gera um grande desgaste emocional, em especial para os filhos, explica a psicóloga judiciária Rosângela Frediane Motta Vaz. Segundo ela, os adolescentes podem ser mais afetados do que as crianças nessas situações.
“No primeiro momento, o adolescente pode achar interessante porque está livre, uma vez que vive uma fase de conhecer seus limites e ao mesmo tempo rompê-los, mas também quer e precisa que alguém olhe por ele. Já para as crianças, a tendência é de que os pais dêem maior atenção a elas porque é mais evidente que estão precisando”, diz Rosângela. Segundo ela, a partir dos 12 anos o adolescente pode manifestar em audiência com quem prefere ficar, nos casos de separação litigiosa.