História
De acordo com o livro “Enciclopédia da Moda”, de Georgina O’Hara, o estilo gipsy, ou cigana, foi antecipado na década de 50 pelo estilista belga Jules François Crahay. Sua coleção, apresentada em 1959, trazia decotes profundos.
Nos anos 60, a estilista egípcia Caroline Charles - que ficou conhecida por suas roupas jovens e elegantes - criou vestidos, saias mini de algodão puro e flanela, túnicas e calças longas e de linha fluídas, peças que predominaram nos anos 70.
Utilizando estampas bonitas e freqüentemente sofisticadas, Caroline ganhou fama como estilista de roupas de luxo. Além disso, apresentou a idéia de um guarda-roupa composto por peças práticas, que funcionassem em conjunto.
Também na década de 70, a estilista Thea Porter, nascida na Síria e especializada em roupas de toalete de chifom, crepe-da-china, brocado, seda e veludo, enriquecidas por bordados e detalhes, promoveu a moda cigana ao mostrar vestidos de chifom com babados.
Desde então, o estilo gipsy - que compreende saias rodadas, babados e blusas com decote grande, além de lenços na cintura - inspira coleções de estilistas no mundo todo. No São Paulo Fashion Week (SPFW), realizado em julho, na Capital, a tendência foi revisitada nas passarelas, prometendo invadir as próximas vitrines brasileiras.