Uma mulher de 64 anos morreu afogada após cair na piscina da casa de repouso onde vivia, na quadra 8 da rua Miguel Couto, na Vila Solto. Maria José Ribeiro foi atendida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Pronto-Socorro Central, mas não sobreviveu. As circustâncias da morte ainda são desconhecidas.
Segundo informações extra-oficiais, a vítima seria portadora de síndrome de Dawn e ninguém teria visto quando ela passou pela grade que isola a piscina. De acordo com o sargento do Corpo de Bombeiros Carlos Alberto Pereira, quando a equipe de atendimento chegou ao local, Maria José estava fora da água e com parada cardiorrespiratória. Ele não soube informar a profundidade da piscina.
Até ontem, a polícia trabalhava com a hipótese de acidente. “Iremos instaurar inquérito policial e apurar em que circunstâncias ocorreu a morte. Se for provado que houve negligência de algumas pessoas no local, elas serão responsabilizadas”, explica o delegado titular do 1º Distrito Policial (DP) Ronaldo Divino.
A reportagem foi à casa de repouso, que não apresenta inscrição na fachada que a identifique, mas não foi autorizada a entrar. A proprietária não quis se identificar, mas o Jornal da Cidade apurou ser Aparecida Augusta da Conceição.
Por telefone ela afirmou que não iria comentar o caso ou dar informações para não comprometer o processo judicial. Disse apenas que a casa de repouso existe há três anos e que já teria entrado em contato com família da vítima. Segundo o delegado, os funcionários serão ouvidos e será investigado se a casa está devidamente regularizada.
Incomum
O último caso de morte por afogamento na cidade foi registrado em abril deste ano em um poço situado no bosque do Parque União. Outras duas pessoas já morreram no local. O tenente do Corpo de Bombeiros Cláudio Ribeiro da Silva explica que acidentes em piscinas residenciais são pouco comuns e, em geral, causados por falta de atenção ou por algum problema súbito de saúde (veja cuidados abaixo).
“É mais comum ocorrer acidentes em represas ou rios. Mesmo em casa, aconselhamos as pessoas a não entrarem sozinhas nas piscinas. Se for criança, o ideal é ter tenha um adulto sempre observando”, alerta.
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Cuidados
• Mantenha a piscina coberta (lona própria) enquanto não estiver usando-a
• Não deixe crianças ou idosos sozinhos em piscinas, rios ou represas
• É aconselhável que adultos - e até mesmo quem sabe nadar - entrem na água acompanhados devido à possibilidade de ocorrer um mal súbito, como convulsões ou paradas cardíacas
• Se não souber nadar, não vá até a parte mais profunda
• Coloque bóias em crianças
• Não ingira bebidas alcóolicas ou alimentos pesados antes de entrar na água
Socorros
• Em caso de acidentes, chame o Corpo de Bombeiros (193) imediatamente e retire a vítima da água
• Se tiver conhecimentos técnicos, faça reanimação cardiorespiratória; se não souber, aguarde o atendimento profissional
Fonte: Corpo de Bombeiros