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Nova anestesia ajuda a ‘enfrentar’ dentista

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A ciência trouxe uma boa notícia para tem pânico de dentista. Uma nova técnica adotada nos consultórios já é capaz de reduzir a ansiedade provocada pelo medo de tratar os dentes. Por meio de um gás, os profissionais da odontologia conseguem diminuir o batimento cardíaco, a transpiração excessiva e a falta de controle emocional dos pacientes assustados. Mais calmos, eles são submetidos ao tratamento convencional.

A “estratégia” foi apresentada esta semana para um grupo de 12 profissionais ligados à Associação Paulista de Cirurgiões Dentista (APCD), regional Bauru. “É a primeira turma a ser habilitada (na técnica) em Bauru. Temos de acabar com esse grau de ansiedade provocado por uma cultura do medo do dentista. O paciente tem de ter uma experiência agradável (ao receber atendimento odontológico)”, diz o vice-presidente da entidade, Marco Antônio Ferreira da Cunha.

De acordo com ele, a técnica consiste em fazer o paciente, que tenha as vias aéreas obstruídas, inalar óxido nitroso e oxigênio. A composição é diferente do ar absorvido na atmosfera, composto principalmente por nitrogênio e oxigênio.

“A técnica deixa o paciente num estado analgesiante (sem dor). Se você entrar com esta droga num nível um pouco maior, é capaz de sedá-lo. É um procedimento a mais para combater o medo social”, explica Cunha. Somente ontem 25 pessoas, entre crianças e adultos, foram submetidas à técnica, que recebeu a aprovação de Bruno Vilker, 8 anos.

“Eu gostei, não senti dor. Meu amigo tem medo. Minha prima de 16 anos também. Judiaram muito do dente dela. Foi a primeira vez (que foi ao dentista)”, conta. Segundo a mãe do garoto, Eliana Cavalcante de Freitas Souza, há quatro meses a criança sentia dor de dente. Receberam atendimento gratuito da APCD pessoas de baixa renda, que recebem até dois salários mínimos (R$ 600,00) mensais, informa a entidade. Elas foram selecionadas pelo departamento de assistência social da instituição.

“Muitas vezes são pessoas sem registro (trabalhista), que estão na informalidade. Não podemos tirar pacientes do mercado”, esclarece Cunha, para quem o grau de ansiedade do candidato também foi levado em conta durante a triagem. A APCD convidou o professor do Grupo de Analgesia Odontológica do Brasil (Gaob), doutor João Miguel Falqueiro, para ministrar o curso de habilitação, que tem 96 horas.

Além das aulas, para utilizar a técnica o dentista precisa adquirir um equipamento especial, cujo preço varia entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Enquanto é utilizado, ele monitora os dados fisiológicos do paciente, como pulso, pressão arterial e quantidade de hemácias (célula sangüínea responsável pelo transporte do oxigênio).

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