Regional

Polícia de Jaú esclarece homicídio

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú - O assassinato de José Ricardo Acres, 28 anos, ocorrido no último dia 8 de junho, foi esclarecido pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, com apoio da Polícia Civil de Igaraçu do Tietê. Acres foi encontrado morto às margens da estrada vicinal que liga Igaraçu do Tietê a Macatuba com três tiros na cabeça.

Dois dos três acusados de ter participado do homicídio estão presos. O terceiro envolvido ainda não havia sido localizado pela polícia até a tarde de ontem.

Durante as investigações, o delegado Edmilson Bataier, da DIG, relata que foi descoberto que Acres, no dia do assassinato, esteve com Eliezer Roger de Medeiros Silva, 19 anos, também conhecido como Li, e Alexandre Mota Marfim, 19 anos.

Na véspera do dia do crime, Acres teria saído de moto de Bauru, onde residia, para cobrar de Silva uma dívida de, aproximadamente, R$ 1.500,00. Segundo informações obtidas pela DIG, eles teriam se encontrado novamente no dia seguinte em um posto de combustíveis, juntamente com Marfim e o terceiro suspeito ainda não identificado. Acres deixou a moto no posto e teria seguido com os demais no fiat Pálio, placa AHV 4975, de Marfim.

O destino era uma casa noturna em Macatuba, onde iriam se divertir. Em seu primeiro depoimento, Marfim disse aos policiais que parou o carro na estrada para urinar, quando ouviu os disparos. Ele teria voltado para o carro e visto Acres caído no acostamento. Diante do ocorrido, os três teriam selado um pacto de silêncio e retornaram para Jaú, deixando o corpo às margens da estrada. Essa versão foi negada mais tarde pelo próprio depoente. Na presença de um advogado de defesa, ele teria alegado que todos voltaram para Jaú e Acres havia sido deixado com vida no posto de combustíveis, onde estava a moto, por volta das 23h.

Bataier acredita que o suspeito mudou de versão por orientação do advogado. Mesmo assim, a segunda versão teria informações que não coincidem com os fatos. Segundo o delegado, a vítima não poderia ter sido deixada com vida no posto, às 23h, porque o corpo foi localizado duas horas e meia antes desse horário.

De acordo com testemunhas, o grupo saiu de Jaú por volta das 19h. Uma hora e meia mais tarde, o corpo de Acres foi achado e a polícia avisada.

Dívida suspeita

Silva foi preso logo no início das investigações por ser um dos principais suspeitos, segundo informou Bataier. A informação sobre a cobrança da dívida foi decisiva para apontar Silva como um dos possíveis autores do homicídio.

Mais tarde, Marfim também foi procurado pela polícia. Segundo Bataier, ele teria admitido que usou o carro para levar o grupo e dito que Silva teria sido o autor de um dos disparos, mas não soube informar a identificação do terceiro suspeito.

Após prestar depoimento e refazer todo o trajeto da noite do crime com os policiais, Marfim foi liberado. Depois disse, a DIG conseguiu um mandado de prisão temporária, mas o suspeito não foi mais encontrado.

Na sexta-feira passada, por meio de uma ligação anônima, Bataier ficou sabendo que Marfim estava em uma residência no Jardim Padre Augusto Sani. Com ele, os policiais encontraram uma balança de precisão com vestígios supostamente de cocaína e cerca de R$ 2 mil - dinheiro que teria sido obtido com a venda de drogas.

De acordo com o delegado, Silva, enquanto adolescente, foi acusado de tentativa de homicídio em Birigui. Ele nega ter participado da morte de Acres.

Os dois acusados estão presos na cadeia de Igaraçu do Tietê e irão responder por homicídio qualificado, cuja pena varia de 12 a 30 anos de prisão em caso de condenação.

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