Rural

Banco libera R$ 230 mi para agriculura

Da Redação
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O Banco Nossa Caixa está disponibilizando aos agricultores paulistas valores da ordem de R$ 230 milhões para financiar o custeio e os investimentos da safra 2005/2006. Os recursos da agricultura e agropecuária serão liberados já a partir deste mês de agosto e deverão estar aplicados até janeiro. A partir de fevereiro, novo volume de crédito será autorizado para o setor, segundo informações da assessoria de imprensa da instituição.

Esses recursos estão acima do total liberado na safra das águas do ano passado, que ficou em cerca de R$ 155 milhões. O valor máximo financiável por tomador será de R$ 120 mil. A taxa de juros, definida pelo governo federal no Plano Safra 2005/2006, permaneceu em 8,75% ao ano.

De agosto deste ano a janeiro de 2006, a Nossa Caixa estima atender cerca de 12 mil produtores rurais. Atualmente, o perfil da carteira agrícola do banco tem 70% dos valores direcionados para custeio das lavouras.

Um dos grandes destaques na área rural da Nossa Caixa para esta safra é o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Para as operações de custeio no Pronaf-D, em que a renda anual do produtor está situada entre R$ 14 mil e R$ 40 mil, os juros são de 4% ao ano. Neste caso, o valor máximo financiável é de R$ 6 mil.

Já no Pronaf “E”, para famílias com renda de R$ 40 mil a R$ 60 mil, o montante a ser financiável é de R$ 28 mil e a taxa de juros é de 7,25% ao ano, permitindo-se financiar inclusive a aquisição de matrizes bovinas de leite.

Em Bauru, o agricultor Marcos Gomyde conseguiu aumentar sua produção de verduras hidropônicas, há cerca de dois anos, por meio de um financiamento da Nossa Caixa. O negócio não pára de crescer e Gomyde já pensa em aproveitar os novos recursos que estão sendo liberados para solicitar outro empréstimo.

“Eu fiz um financiamento de R$ 5 mil, com taxa de juros de 4% ao ano. Tive um ano de carência para começar a pagar e vou liquidar tudo em novembro deste ano. Hoje, tenho uma produção em torno de 5 mil pés de verdura por mês. Antes do financiamento, era metade disso. Acho esses programas muito bons para o pequeno agricultor”, analisa Gomyde.

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