A Prefeitura Municipal de Bauru projeta a elaboração de um calendário de eventos que serão realizados na área que abrigava a estrutura operacional da Companhia de Energia do Estado de São Paulo (Cesp). O objetivo é transformar o local em um pavilhão permanente de feiras e exposições.
Durante a semana, o secretário de Estado de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento, Mauro Arce, deu parecer favorável à cessão das instalações para a prefeitura em regime de comodato, válido por cinco anos. A liberação da área ainda depende de aprovação do conselho da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep), atual proprietária do imóvel, mas o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) considera o acordo praticamente fechado.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Walace Garroux Sampaio, aguarda com ansiedade a autorização definitiva para utilização dos dois galpões e do prédio administrativo. “A cessão da área é o primeiro desafio da prefeitura e do Comtur (Conselho Municipal de Turismo). Com pequenas modificações, aquele espaço ficará pronto para implantarmos uma agenda de feiras e eventos”, planeja.
Sampaio acredita que a criação do pavilhão de exposições será um marco para o desenvolvimento do turismo de negócios na região. “Há uma nova geração de bauruenses que necessita de mercado de trabalho e que poderá ser beneficiada com isso”, observa.
O diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Ricardo Coube, também está otimista com os resultados que a instalação de um centro de eventos em Bauru poderá trazer. “Teremos uma mudança radical na forma como a região é vista. A bola está conosco e precisamos aproveitar esse momento”, destaca.
Coube avalia que o espaço poderá abrigar diversos segmentos. “Podemos planejar algo que inclua o calçado de Jaú, o bordado de Ibitinga, os móveis de Duartina e outros setores em que a indústria marca presença”, comenta.
Ele cita outro exemplo para exploração da área. “O Ciesp irá promover uma feira no Center Norte, em São Paulo, no próximo mês. São esperados 20 mil participantes, que representam empresas interessadas em investimentos. Imagine o impacto que um evento desse porte poderá ter na região caso fosse realizado em Bauru”, frisa.
Sampaio lembra que a intenção é manter o centro de exposições na área da Cesp mesmo após o fim do comodato. “A nossa preocupação é que aquele espaço permaneça como um pavilhão de feiras, não necessariamente com a administração da prefeitura. Se ele se tornar auto-sustentável, poderemos inclusive negociar a compra do prédio”, analisa.
A Cteep tem interesse em vender as instalações, mas pede R$ 4,2 milhões pelo imóvel. O prédio fica às margens da rodovia Marcehal Rondon, ao lado do trevo de acesso ao distrito de Tibiriçá. Há, ainda, duas outras glebas anexas à área que está sendo cedida para a prefeitura. Elas não entrarão no acordo de comodato.