Regional

Meio século em Jaú

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O empresário Waldemar Antônio Meschini Filho tem 50 anos, todos eles vividos em Jaú. Pipo, como é chamado pelos amigos, é um apaixonado pela cidade. Ele acredita no seu potencial, porém faz uma ressalva: “O desafio para Jaú é vencer a briga política”.

Ele aposta que se esse obstáculo fosse vencido o município deslancharia ainda mais. Os grupos políticos, na opinião dele, deveriam se unir em favor de Jaú. “Não sou de partido nenhum, acho que eles precisariam se entender um pouco mais em prol da cidade”.

Para ele, nos últimos 12 anos o município evoluiu bastante, especialmente no setor calçadista. “Cresceu com suporte. Os empresários amadureceram e a indústria expandiu. Nossa indústria sucroalcooleira também é forte. O crescimento refletiu em outros setores, como no comércio local, por exemplo.”

Para ele, a administração pública deveria investir mais na área de saúde. “As classes menos favorecidas precisam de atendimento. Os pronto-socorros vivem lotados. Falta remédio e atendimento adequado. Embora em Jaú tenha bastante emprego, os salários não cobrem as despesas com médicos.”

Ele acha que a cidade deveria ficar sempre bonita, não só na época do aniversário. “Na época de eleição e do aniversário da cidade existem recursos para deixar as avenidas arrumadas e os jardins podados. Passado esse período, o cuidado não é o mesmo”.

Para ele, a duplicação das rodovias foi determinante para o progresso da cidade. “A imagem mais marcante da cidade, para mim, é o crescimento da minha empresa e a rodovia que corta a cidade. Ela foi ampliada de Bauru para Jaú. Encontra-se com a Jaú/Barra-Bonita e faz Jaú/Araraquara, enfim faz o contorno da cidade. São 9 quilômetros de extensão com praças rotatórias bem demarcadas, isso deu uma visão melhor da cidade”.

Para ele a instalação dos centros de venda de calçados no varejo trouxe benefícios para a cidade. “As excursões movimentaram o comércio como um todo, os restaurantes, hotéis, lanchonetes e até o setor do vestuário”.

O empresário frisa que não só o calçado gera empregos e movimenta a economia. “Temos a cana-de- açúcar, que fez nascer outras empresas que hoje atendem o Brasil todo”.

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