O arrocho salarial aliado aos altos preços dos combustíveis têm transformado as bicicletas num importante meio de transporte para população. Por isso, o ciclista também é um personagem numeroso do trânsito na região central.
É o caso do técnico em eletrônica e músico Max de Moura Campos, 21 anos, que utiliza a bicicleta há mais de dez anos como meio de transporte para trabalhar, apesar de possuir automóvel. “É por economia. O carro só uso nos finais de semana, para carregar os instrumentos”, diz Campos, que toca em casamentos.
Ao contrário da maioria dos personagens do trânsito, o ciclista não se esforça em respeitar suas regras. Para encurtar percursos, Campos não hesita em descer da bike e empurrá-la pela calçada. “Sei que atrapalha os pedestres”, admite.
Ele justifica sua “rebeldia” com a tese do chumbo trocado. “O motorista não respeita (as leis) e eu também não respeito”, diz. Mesmo assim, Campos não se vê como um estorvo aos motoristas. “Cada um tem seu meio de transporte”, diz.