Apesar de ser um veículo lento e em parte dependente das reações e do “humor” do animal que lhe empresta a tração, as carroças também marcam presença de destaque no trânsito bauruense. O carroceiro Klésio Godinho da Silva, 19 anos, diz que “toma bastante cuidado” durante suas incursões pelo Centro da cidade.
“De vez em quando, os motoristas reclamam porque ando muito devagar. Mas não me importo, porque sei que não estou fazendo nada contra a lei”, diz, numa referência ao fato de que, em Bauru, o trânsito de carroças não possui qualquer espécie de restrição.
Ele garante, no entanto, que se esforça para respeitar todas as leis do trânsito, como semáforos e placas de Pare. “Mas tem vezes que o cavalo não pára”, justifica-se, ao ser flagrado “furando” um sinal vermelho em plena avenida Rodrigues Alves.
Silva diz que já dirigiu automóveis, apesar de não ser habilitado, e garante que o “tocar” a carroça é bem mais fácil. “O próprio cavalo desvia”, explica.