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Israel x Palestina - a retirada dos judeus e Gaza


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A retirada dos colonos judeus de Gaza é um fator de uma agenda positiva do estado de Israel, demonstrando que Israel se encontra preparado para o diálogo e para a paz, afinal, o ódio, a raiva, a discriminação religiosa, de ambas as partes só trouxeram guerras e intranqüilidade aos moradores desta região. Verificamos que 60% da população israelense foi favorável à retirada; também não há lógica de manter-se 8 mil judeus num território que tem 1 milhão de palestinos, raivosos com sua presença e necessitando estes judeus da proteção do exército judaico. A resistência para mantê-los em Gaza, e expandir-se neste território vem de judeus religiosos, irracionais, que podemos chamar de judeus xiitas, e, que se deixasse estes colonos sobre sua proteção, sem o exército judaico, todos os judeus que lá estavam seriam massacrados pelos palestinos.

A autonomia palestina na região de Gaza e da Cisjordânia começou a se tornar mais real com a morte de Arafat. O atual presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, parece que escolheu o caminho do diálogo, e as forças da resistência militar palestina, que utilizam o terrorismo como armas pela luta territorial, no intuito de fragilizar o estado judaico, já começou a ouvir seu povo, e estão diminuindo os ataques ao Estado israelense.

Na Cisjordânia é diferente, lá tem 300 mil colonos judeus residindo, e, ainda existe o problema da segurança do estado de Israel com países vizinhos, e uma retirada de colonos deverá ser analisada com muito mais precisão pelo premier judaico Ariel Sharon.Temos que observar que Israel tem praticamente 1/3 de sua população formada por árabes, e estes se encontram sobre a proteção do estado judaico, e têm os árabes parlamentares no Parlamento de Israel. Na realidade o estado de Israel é um Estado judaico-palestino administrado pelos judeus que são sua maioria, e, se Israel incluísse o território de Gaza haveria proporcionalidade populacional entre judeus e palestinos, e ainda, se incluísse a Cisjordânia teria um estado palestino-judaico com maioria palestina. Então a expansão territorial para Israel não lhe será favorável, descaracterizando um Estado judaico.

A convivência entre estes dois povos ao longo do tempo será inevitável, as fronteiras são e serão supérfluas, pois não são naturais; a religião que os separa tenderá a não ser radical, e sim moderada ou liberal. Israel é e será um país laico e democrático; os problemas regionais são comuns aos dois povos, tais como: água, saúde, moradia, educação, desenvolvimento... Para os judeus Israel é um porto seguro devido a tanta perseguição histórica, para os palestinos a formação de um Estado lhes trará um orgulho nacional.

O autor, Isaac Sayeg, é jornalista e escritor - e-mail: isaac.sayeg@ig.com.br

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