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HB quer de volta renal crônico da região

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Um mês após a crise no Setor de Hemodiálise do Hospital de Base de Bauru por conta da quebra de máquinas que culminou com a liberação de renais crônicos sem a realização do procedimento para depuração do sangue, a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) - entidade que administra os hospitais de Base, Manoel de Abreu e Maternidade Santa Isabel - , se prepara para solicitar a volta dos pacientes da região que eram atendidos em Bauru e foram transferidos para continuarem o tratamento em Jaú.

Das seis máquinas quebradas, três foram consertadas e estão em uso e as outras três devem ficar prontas até o próximo dia 1. Além disso, as demais vão passar por manutenção preventiva.

A informação é do administrador da AHB, Reinaldo Rocha. “Com o conserto destas três máquinas, estamos com 21 das 24 em funcionamento. E agora vamos fazer a revisão das outras 18. Em todas elas será instalado o kit mil horas, um sistema que regula a máquina para funcionar por mil horas. Com este kit, reduz o risco da máquina apresentar problemas”, explica.

Assim que todas as 24 máquinas de hemodiálise tiverem passado pela manutenção preventiva, Rocha quer solicitar à Direção Regional de Saúde (DIR-10) que os pacientes transferidos para Jaú há cerca de um mês retornem para Bauru. “Queremos marcar uma reunião para o dia 26, para que as médicas do Setor de Hemodiálise façam uma avaliação de quantos pacientes poderão retornar. Se todas as máquinas estiverem funcionando, vamos pedir a volta de todos os pacientes”, comenta.

Antes da crise, o HB atendia 109 pacientes em hemodiálise. Destes, 15 que moram na região foram transferidos para Jaú. A hemodiálise é um procedimento que filtra o sangue. Através dela, são retiradas do sangue substâncias que quando em excesso causam prejuízos ao corpo, como a uréia, potássio sódio e água.

Renal crônico que precisa se submeter a três sessões semanais de diálise, Laureto Pinheiro, 65 anos, confirma a reestruturação do Setor de Hemodiálise do HB. “Sei que têm máquinas, que estavam quebradas, que estão voltando a funcionar. Todo mundo está sendo atendido, só teve uma mudança de horário”, diz ele.

Pinheiro atesta que os filtros capilares, insumo necessário para o processo de depuração do sangue, está sendo trocado no prazo determinado pelo Ministério da Saúde. “Ontem (anteontem) trocaram os capilares da máquina que eu uso”, relata ele que há cinco anos faz hemodiálise.

“No meu caso, por causa da idade, acho arriscado tentar o transplante de rim. Além da cirurgia, tem sempre risco do organismo rejeitar o órgão transplantado. Por isso nem estou na fila de transplante”, conta.

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Mamógrafo

O mamógrafo do Instituto de Mama continua quebrado, mas Reinaldo Rocha anuncia que já está autorizado o conserto a partir do dia 2, quando a AHB deve receber novos recursos. O conserto do aparelho usando para diagnóstico do câncer de mama e a instalação de um dispositivo que permitirá a realização de outros exames está orçado em R$ 36 mil.

Já o mamógrafo da Maternidade Santa Isabel, que também estava quebrado há cerca de um mês, foi consertado há mais de 15 dias e está atendendo as mulheres que precisam ser submetidas ao procedimento através do Sistema Único de Saúde (SUS).

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