Política

Vereadores discutem contrato entre DAE e Correios

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

A terceirização da leitura de hidrômetros e entregas das faturas de consumo de água em Bauru foi um dos principais assuntos abordados durante a sessão legislativa de ontem. O contrato firmado entre o Departameto de Água e Esgoto (DAE) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos prevê o pagamento de R$ 1,30 por imóvel, mas a empresa Strategos Engenharia contesta o valor, afirmando que o serviço custa R$ 0,80.

“Como vereador, o presidente do DAE, José Clemente Rezende, lutou com veemência pela administração com eficiência e menor custo. Precisamos receber informações mais detalhadas dessa empresa para verificar se ela tem condições de praticar o preço que está anunciando”, destacou o vereador Arildo de Lima Júnior (PP).

A autarquia alega que já pagava R$ 0,76 aos Correios para cada fatura entregue e que, com o acréscimo da medição, esse valor sobe para R$ 1,30. A estatal federal assumiu integralmente o serviço ontem. A Strategos tentou uma liminar na Justiça para suspender o contrato, alegando que o DAE não poderia ter dispensado a licitação com base na tese de inviabilidade de competição. O pedido, porém, não foi aceito.

Paralelamente, foram levantados questionamentos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), em Brasília (DF), sobre a intermediação do ex-secretário-geral do PT, Sílvio Pereira, na aquisição de softwares e equipamentos por parte dos Correios para prestação do serviço em Bauru. No edital, a estatal exigiu aparelhos exclusivos da empresa americana HHP, o que seria um indício de favorecimento.

Os parlamentares de Bauru procuraram afastar qualquer possibilidade do DAE estar envolvido em irregularidades. “São duas coisas completamente diferentes. A compra dos equipamentos foi feita pelos Correios”, frisou João Parreira (PSDB).

O vereador Paulo Madureira (PP) adotou a mesma linha em seu discurso. “Não podemos, de forma alguma, relacionar o contrato do DAE com as investigações que envolvem os Correios”, frisou.

Até o parlamentar Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), ferrenho opositor do contrato, saiu em defesa da autarquia. “Eu não acredito que possa existir essa conexão que está sendo levantada, porque conheço a honestidade do presidente do DAE”, ressaltou.

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