Bairros

Lixo no aterro sanitário gera nova reclamação

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Reclamando de cheiro forte exalado pelo aterro sanitário de Bauru, o agente penitenciário Carlos Sanches, que trabalha na Penitenciária 2, entrou em contato com o JC ontem e afirmou que o lixo não está sendo espalhado e coberto por terra como deveria. “Há muito lixo acumulado. Além do odor exalado, o lixo cria mosquitos e urubus”, relata.

O aterro sanitário fica ao lado das penitenciárias 1 e 2 de Bauru e recebe cerca de 220 toneladas de lixo por dia. O material é encaminhado para lá pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural e Urbano de Bauru (Emdurb), responsável pela coleta de lixo na cidade.

De acordo com Sanches, que afirma que seus colegas também estão reclamando do odor, o lixo não vem sendo aterrado há meses. Porém, o diretor de Limpeza Pública da Emdurb, Jorge Monteiro, nega que o lixo esteja acumulado, sem ser aterrado. “O lixo que está descoberto é aquele que estamos trabalhando. O lixo chega e é coberto por terra, formando camadas, aos poucos porque é preciso assentar as camadas. É um processo que leva três dias”, explica.

Em junho deste ano, a Emdurb chegou a ser multada pela Cetesb por causa da situação do aterro sanitário, considerada inadequada justamente pelo acúmulo de lixo descoberto. Monteiro admite que um dos dois tratores tipo esteira que fazem a compactação das camadas está quebrado, mas conta que o conserto está sendo providenciado e que não houve alteração no trabalho no aterro.

O diretor de Limpeza Pública da Emdurb acredita que o sol forte aliado ao tempo seco estão facilitando a propagação do odor característico do lixo em decomposição, o que estaria gerando as reclamações.

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