Turismo

Panorama, um paraíso em desenvolvimento

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 3 min

De distrito de Paulicéia a município, Panorama (a 330 quilômetros de Bauru), que completou em março 50 anos de emancipação política e administrativa, busca fortalecer sua identidade turística por meio de eventos culturais e de lazer, que chegam a atrair mais de 80 mil pessoas nas praias fluviais do Balneário Municipal, durante os cinco dias de Carnaval, uma de suas festas tradicionais.

Como em outras cidades, lá, o traçado dos trilhos das ferrovias brasileiras interferiu nos destinos de toda região. Isso começou em 1945, quando a Companhia Paulista de Estrada de Ferro, depois encampada pela Ferrovias Paulista S/A (Fepasa), decidiu estender seus trilhos até a divisa do Estado de São Paulo com o Mato Grosso do Sul. Naquele momento, iniciou-se a transformação de toda região, que mais tarde iria receber um dos maiores lagos artificiais do mundo e ser beneficiada com o turismo de lazer e da pesca.

Foi naquela época que o empresário de família campineira Quintino de Almeida Maudonnet reuniu um grupo de empreendedores, todos com olhar voltado ao desenvolvimento da região e atentos à chegada da Paulista às margens do rio Paraná, o famoso Paranazão. Eles adquiriram, na época, a Fazenda São Marcos Evangelista, com cerca de 2.700 alqueires, junto ao ribeirão das Marrecas.

O local se transformou no embrião do que hoje é Panorama, que em setembro realiza um importante evento esportivo na cidade, a 40ª edição da Travessia do Rio Paraná a Nado, atividade que atrai mais de 300 atletas de vários estados brasileiros, tendo inclusive em outras edições a participação do campeão olímpico Ricardo Prado.

Porém, o que mais orgulha seus moradores é o slogan da cidade, que garante o “Mais belo pôr-do-sol do Interior paulista”. Bairrismos à parte, assistir à despedida do sol às margens do rio Paraná é realmente um espetáculo grandioso, com um colorido singular que se reflete na imensidão das águas do Panorama. O lago esconde em suas profundezas a história do desenvolvimento do setor cerâmico, que durante muito tempo foi uma das principais fontes de renda do município.

Além do turismo aquático, Panorama atrai os apaixonados pela pescaria, que buscam em suas águas a diversidade em espécies esportivas. O rio Paraná já encantou muitos pescadores, que narravam suas aventuras na busca do dourado, o rei do rio, em suas corredeiras. Agora, após a conclusão do enchimento dos lagos em 1999 da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta, também conhecida como Porto Primavera, Panorama ampliou suas opções de pesca, com a introdução do tucunaré.

Os mais tradicionais lembram com saudade das aventuras no rio, antes da formação do lago, porém, os pescadores esportivos não abrem mão dessa nova modalidade, que encontra em Panorama a possibilidade da pesca do dourado, que se restringe às áreas onde o rio ainda corre - privilégio da região, que manteve parte do leito do rios, e do tucunaré com iscas artificiais, tornando as pescarias mais técnicas e emocionantes.

E para atender aos diversos interesses de seus visitantes, Panorama conta com infra-estrutura adequada, mas busca intensificar os atrativos destinados a um público heterogêneo, formado por pescadores, aposentados, jovens e crianças em busca da tranqüilidade e das belezas da região.

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