Lendo no Estadão de quarta-feira, 25/8, a excelente crônica de Luís Fernando Veríssimo sobre a morte da Velhinha de Taubaté, não me contive. Não! Não poderia ser verdade. Li e reli o texto. Meu Deus, que tristeza. A figura da doce Velhinha nos dava esperança. Apesar de tudo e de todos, ela ainda acreditava. Como ela alimentava esperanças, nós, por identificação com ela, também tínhamos esperanças. Mesmo que fosse uma tênue esperança, ainda assim, a possuíamos.
Confesso. Cheguei a ter pena do Veríssimo. Deve ser doído para um escritor matar um personagem tão comovente como a velhinha de Taubaté. Reli o texto novamente e encontrei: “Ela morreu na frente da televisão, talvez com o choque de alguma notícia”. Não pude acreditar no que estava lendo. Será que ela não desmaiou? Será que ela não estava só em estado de choque? Mas seja como for, admirado escritor Veríssimo tenha a certeza: a Velhinha de Taubaté jamais morrerá, pois ela viverá em nossos corações.
Aproveito e sugiro, já que a Prefeitura de Taubaté está reformando a Praça da Imprensa, uma estátua que personifique a Velhinha. E que convide o Fernando Veríssimo para inaugurá-la. E que a Câmara lhe outorgue o título de Cidadão Taubatiano.
Assim, teremos a oportunidade de homenageá-lo e de dizer-lhe que nós, e que muita gente, sempre terá esperança, pois graças à sua criação, haverá sempre um pouco da Velhinha de Taubaté dentro de cada um de nós. Terminando deixo a pergunta: teria sido Monteiro Lobato a maior Velhinha de Taubaté?
O autor, Osny Guarnieri Filho, é professor e jornalista em Taubaté