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Galera se preocupa com meio ambiente e faz economia de água

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 4 min

A água está tão presente no cotidiano das pessoas, que elas muitas vezes esquecem de sua importância. Os adultos, principalmente, só lembram de valorizar a água quando a torneira está vazia. Só que muita gente esquece que o Brasil é um país que tem o privilégio de contar com muitos rios e lagos, além de águas subterrâneas, que aparentemente garantem o abastecimento da população e o desenvolvimento industrial do país, mas até quando isso será possível?

Não é de hoje que pesquisadores e entidades não governamentais chamam a atenção dos povos sobre a necessidade de se cuidar da água, garantindo que ela esteja boa para o consumo. Só que a realidade é bem diferente, pois muitos rios encontram-se poluídos com esgoto doméstico e produtos químicos e o tratamento exige grandes investimentos financeiros.

Quando o homem foi para a Lua disse: “A Terra é azul!”, confirmou que nosso planeta é, na verdade, o planeta água, pois dois terços de sua superfície são compostos por oceanos, rios e lagos, e apenas um terço representa os continentes. Dessa quantidade, 97% é água do mar, muito salgada para beber e para ser usada em processos industriais; 1,75% está congelada na Antártica, na região do pólo Norte e em outras geleiras; 1,243% fica escondida no interior da Terra. Sobram apenas 0,007% de água boa para ser usada. E o que as pessoas fazem com a água? Desperdiçam e poluem.

Por isso, hoje a cultura ambiental ensina a economizar água em todas as situações, seja em época de escassez ou de abundância. “A falta de água já é uma realidade e a gente não pode desperdiçar. É o ouro do terceiro milênio”, comenta a assessora de imprensa do Departamento de Água e Esgoto de Bauru (DAE), Sandra Faria.

As escolas são as maiores colaboradoras na conscientização das novas gerações, mas quem irá ensinar os adultos? Esta tarefa difícil e complicada é dividida entre entidades públicas, não governamentais e, principalmente, com a criançada, que está sempre atenta às atitudes predatórias dos adultos.

“Como o brasileiro sempre teve abundância de água, não tem a cultura da economia. O francês, por exemplo, sempre sofreu com a falta d’água, por isso evita desperdícios”, comenta Sandra.

Além da preocupação com a economia de água, é necessário despoluir rios e lagos que já foram contaminados e buscar soluções para reduzir o impacto ambiental da exploração dos recursos hídricos, que respondem inclusive pela geração de energia elétrica. Por isso, as cidades estão investindo no tratamento do esgoto e tentar evitar o fim de nossos rios.

Sandra explica que em Bauru ainda não está pronta a estação de tratamento de esgoto, mas o projeto e a área já existem. “Temos um compromisso com o Ministério Público de construir, até o final do ano, mais dez quilômetros de interceptores e já fizemos 60%.” Os interceptores são tubos que correm paralelos aos córregos (rio Bauru e afluentes), local por onde passará o esgoto para ser tratado. “Bauru precisa de 68Km de interceptores, já construímos 27Km que levarão até a estação de tratamento, mas ainda não há verba para construí-la.” Ela comenta que o projeto já prevê o crescimento da população nos próximos anos.

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A turminha do Núcleo de Ensino Renovado visitou a Estação de Tratamento de Água do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e aprendeu sobre a importância de economizar água. Eles dão algumas dicas, que devem ser incorporadas ao nosso dia-a-dia e cobradas dos adultos.

Yago Floriano de Souza, 10 anos, 4.ª série. “Na hora de lavar carro, quintal, você não deve usar a mangueira. É só usar o balde, ensaboar e enxaguar. A água é muito importante na nossa vida, pois nosso corpo contém 74% de água.” E finaliza: “No Iraque, as pessoas querem achar água e encontram petróleo.”

Gustavo Padoveis, 10 anos, 4.ª série. “Os Estados Unidos gastam muita água em suas indústrias, pois precisam de energia elétrica, que pode ser tirada da água. O Brasil é um país muito rico em quantidade de água, mas precisamos cuidar.”

Arthur de Melo Maciel, 10 anos, 4.ª série. “Só 3% da água do mundo é doce, mas não dá para beber tudo, pois tem uma parte nas geleiras.”

Matheus de Melo Maciel, 10 anos, 4.ª série. “Para repor a água que perdemos na transpiração, é preciso beber perto de dois litros de água por dia.”

Jéssica Cristina Ramos, 12 anos, 6.ª série. “Nossos rios estão muito poluídos e não podemos mais contaminar nossas águas. Há muito esgoto e produtos químicos.” Ela sempre cobra dos pais a economia de água. “Até na hora de escovar os dentes e lavar a louça é preciso fechar a torneira. Minha mãe lava o quintal com a água que sai da máquina de lavar.”

Caleb Felipe da Silva, 11 anos, 5.ª série. “Eu fico chateado quando vejo que roubaram as torneiras da minha escola. É preciso economizar água, mas sem torneiras fica mais difícil, né?”

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