Os noroestinos mais antigos se lembram bem de Virgílio, um negro forte, revelado pelo XV de Jaú e que emplacou no Norusca. É o mesmo que chegou com o Noroeste na Bolívia, lascando um castelhano de doer, ao entrar em uma boate, empostou a voz e pediu uma “Cueca-Cuelaâ€.
Certa vez, estava para reformar o contrato, quando foi aconselhado por colegas do time, que achavam que pelo fato de ser analfabeto, seria facilmente dobrado pelos diretores. Falaram:
- Se te chamarem para a renovação do contrato, não aceite menos que oitocentos contos de luvas.
Darcy César Improta, o presidente de então, considerando ser uma mão-de-obra muito grande conversar com o complicado Virgílio, transferiu a tarefa para Nobuji Nagasawa que, pela sua filosofia, reunia melhores condições de falar com o atleta. Lá foi o seu Nagasawa conversar com Virgílio, em um papo mais ou menos assim:
- Birgilio, presidente mandô reforma seu contrato e eu resorbí dar um miron de ruva, você aceita non?
Virgílio sacudiu a cabeça e respondeu:
- Discurpa, seu Nagasawa, mas não assino por menos de 800 contos!â€... (Fonte: “Onze Camisas Futebol Clubeâ€, de José Carlos Galvão de Moura, encaminhada por Antonio Pedroso Júnior.)