A avenida Duque de Caxias foi cenário de mais um atropelamento em Bauru com vítima fatal. O caixa Ismael Pereira Lima Júnior, 24 anos, morreu na madrugada de ontem após ser colhido por um carro no cruzamento da via com a rua Almeida Brandão. Esta foi a nona ocorrência de morte no trânsito da cidade registrada neste ano.
Há quatro meses, na quadra 24 da Duque de Caxias, um homem de 50 anos morreu após ser atropelado por uma motocicleta. Em março, na quadra 26 da mesma via, um jovem de 19 anos também perdeu a vida após ser colhido por um ônibus. Também em março, um homem de 65 anos morreu atropelado por uma moto na quadra 17 da rua Bernardino de Campos. Em abril, uma mulher de 81 anos foi atropelada na quadra 9 da avenida Rodrigues Alves.
Além destes cinco atropelamentos, outros quatro acidentes com morte no trânsito de Bauru foram registrados neste ano, somando oito casos. Conforme registrado no boletim de ocorrência (B.O.) elaborado pela polícia, o atropelamento de ontem aconteceu por volta de 4h30.
Júnior foi socorrido e levado ao Pronto-Socorro Central, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A auxiliar de enfermagem Carla Andrea da Costa, 34 anos, que também atravessava a avenida no momento do acidente, sofreu ferimentos na perna esquerda.
Segundo consta no B.O., o condutor do veículo Palio, placas CZU 5689, estudante Gustavo Paredes Basso, 18 anos, fugiu do local sem prestar socorro às vítimas, mas minutos depois foi localizado pela Polícia Militar, na quadra 31 da rua Rio Branco. Aos policiais, Basso afirmou ter sido o autor do atropelamento e que não parou o carro por medo de sofrer represálias de pessoas que estavam no local.
A equipe da Polícia Científica foi acionada ao local e, agora, a Polícia Civil vai instaurar inquérito para investigar o caso.
Sentimentos de tristeza, revolta e surpresa eram compartilhados por familiares e amigos de Júnior, durante o velório realizado ontem, em Bauru. Natural de São Paulo, a vítima era casada e pai de um bebê de 6 meses.
Caixa de uma loja localizada no Centro da cidade, Júnior seria promovido a gerente nas próximas semanas, conta seu cunhado, o agente funerário Cassiano Alcassa Dantes. Ele recebeu a notícia na manhã de ontem, horas depois de ver Júnior pela última vez.
“Ele estava na minha casa e depois saiu para dar uma volta com um primo. Hoje (ontem) de manhã fiquei sabendo que ele tinha falecido. É uma notícia muito difícil de aceitar”, lamenta Dantes.