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1% dos dependentes procura ajuda

Lilian Venturini
| Tempo de leitura: 1 min

Atualmente, o Centro de Apoio Psicossocial Álcool e Drogas (Caps), órgão ligado à Secretaria Municipal da Saúde (SMS), atende cerca de 50 dependentes químicos por dia, mas apenas 1% deles procura atendimento por causa do cigarro. Segundo a enfermeira do Caps Luciana de Oliveira Martins, em um grupo de 25 dependentes de álcool ou outras drogas, pelos menos 24 são tabagistas.

Apesar da incidência, poucos se preocupam com o vício. Hoje, no dia Nacional de Combate ao Fumo, o Caps vai abordar o tema e mostrar os prejuízos do cigarro aos pacientes para alertá-los.

“O fumo ainda é mais aceito do que os outros vícios (por isso demoram para procurar tratamento)”, acredita. A SMS não possui estimativas do número de fumantes na cidade nem do perfil do fumante bauruense. Oliveira lembra que, na maioria dos casos atendidos pelo Caps, os fumantes começaram a fumar ainda na adolescência.

No País, o Ministério da Saúde acredita que, desde 1989, o número de fumantes caiu cerca de 13%. Hoje, pelo menos 18,8% da população é fumante. Para o médico pneumologista Sebastião Antonio Benetti, a educação para crianças e adolescentes é a principal alternativa para inibir o crescimento de usuários de tabaco. “Precisa concentrar os esforços para não deixar o adolescente começar a fumar. Tem que haver conscientização”, lembra.

O Colégio Adventista de Bauru vai realizar uma passeata anti-fumo, com a participação de cerca de 300 alunos, para marcar o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Com faixas e cartazes com dizeres de alerta, os estudantes vão percorrer ruas da região central e o Calçadão da Batista de Carvalho. A saída será às 9h, na Praça Itália.

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